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Em busca do G4 o Athletico Paranaense se prepara para enfrentar o América Mineiro

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Tudo pronto para mais um desafio pelo Brasileirão! A equipe principal do Athletico finalizou nesta terça-feira (24), no CAT Caju, a preparação para enfrentar o América Mineiro. Foi a segunda sessão de treinos dedicadas ao jogo, após o empate em 1 a 1 com o Botafogo e o retorno da delegação rubro-negra do Rio de Janeiro.

Athletico Paranaense x América Mineiro começa às 19h desta quarta-feira (25), na Ligga Arena.

O treino desta terça-feira

O elenco athleticano se apresentou às 14h45 no CAT Caju. A primeira atividade foi a reunião técnica pré-jogo, com apresentação de vídeo. Os trabalhos no gramado começaram às 16h.

A movimentação durou cerca de uma hora e meia, com exercícios técnicos e táticos. Houve ainda ensaios de jogadas de bola parada e finalização.

Logo depois do treino, foram definidos os 24 atletas relacionados para a partida, que estão concentrados no CAT Caju, até a saída rumo à Ligga Arena, nesta quarta (25).

Programação

A agenda de treinos será retomada na quinta-feira (26), no CAT Caju, com o elenco já focado no próximo compromisso pelo Brasileirão. No domingo (29), o Furacão enfrenta o São Paulo, às 16h, novamente na Ligga Arena.

Estão previstas três sessões de treinos voltadas à partida, nas manhãs de quinta (26), sexta (27) e sábado (28), sempre no CAT Caju.

De olho no G4

Nesta reta final de Brasileirão, o Athletico trabalha com o objetivo de garantir uma vaga na CONMEBOL Libertadores de 2024. Os seis melhores colocados – que ainda não asseguraram vaga por meio de outras competições – vão para o torneio continental.

O Rubro-Negro busca também um lugar entre os quatro primeiros colocados, que garantem vaga direta para a fase de grupos da competição continental.

O Furacão inicia a 29ª rodada na quinta posição, com 45 pontos conquistados. Botafogo (59 pontos), Red Bull Bragantino (52), Flamengo (50) e Palmeiras (57) são os quatro primeiros.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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