VOLTA DO MIXTO

Mixto é o Grande Campeão da Copa FMF e está no Campeonato Brasileiro da Série D de 2024

Jogo eletrizante do início ao fim, repleto de emoções, digno de uma grande decisão, o Mixto empatou por 3 x 3 com o Cuiabá,

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Num jogo eletrizante do início ao fim, repleto de emoções, digno de uma grande decisão, o Mixto empatou por 3 x 3 com o Cuiabá, na noite de domingo, no Dutra, e conquistou a Copa FMF/2023. Com a confirmação do título o alvinegro carimba a participação no Campeonato Brasileiro da Série D da próxima temporada. Foi o terceiro título alvinegro da Copinha; antes, havia sido campeão em 2012 e 2018.

Jogando com o regulamento debaixo do braço, o Mixto detinha uma vantagem de seis gols a seu favor para ficar com o título, mas, quando a bola rolou, os meninos do Dourado dificultaram ao máximo as coisas para o rival. Aos 16 minutos o goleiro Vinícius espalmou o chute de Vandinho, que tinha endereço certo.

Aos 26 minutos. Niltinho cruzou na área, pela direita, mas Gabriel Freitas chegou atrasado para o cabeceio. Aos 36 minutos o zagueiro Vitão foi derrubado na área por Anthony. Na cobrança da penalidade, Calebe bateu com força, no ângulo esquerdo, abrindo o placar. Aos 41, Luan foi derrubado na área por Renan Carrasco; pênalti que o próprio Luan converteu.

Aos 45 o Cuiabá marcou de novo. Vitão fez o segundo, de cabeça. Na etapa final o Cuiabá ampliou com Gabriel Freitas, aos quatro minutos, após rebote de Cairo: 3 x 1. Aos 6, Luan tentou uma bicicleta, de fora da área, mas a bola saiu pela linha de fundo. Aos 15 minutos o Tigre acordou e Jhonatan cabeceou no contrapé do goleiro, após passe de Daniel Costa: 3 x 2.

Aos 26 minutos, Jhonatan -destaque do jogo – arrancou pela direita em velocidade, deixou a defesa para trás e marcou um golaço: 3 x 3. No minuto seguinte, Luís Felipe carimbou a trave alvinegra.

OPERÁRIO

No Dito Souza, em Várzea Grande, Operário x Nova Mutum se enfrentaram no mesmo horário e deu Chicote. Wendel, de letra, marcou o golaço da vitória Tricolor. Com o resultado o clube de Várzea Grande fica com a vaga para a Copa do Brasil/2024.

 

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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