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Flamengo bate o Vasco e alcança segunda vitória com Tite no Brasileirão

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O Flamengo conquistou mais uma vitória sob o comando de Tite ao vencer o Vasco por 1 a 0 neste domingo, no Maracanã, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo foi equilibrado até o segundo tempo, quando o Rubro-Negro marcou o gol da vitória através de Gerson.

Com esse resultado, o Flamengo chegou aos 50 pontos e assumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, ficando a nove pontos do líder Botafogo. Já o Vasco segue com 30 pontos e voltou para a zona de rebaixamento.

A partida começou movimentada, com as duas equipes alternando a posse de bola. A primeira oportunidade surgiu aos 16 minutos, quando Vegetti aproveitou um cruzamento e cabeceou em cima de Rossi.

Isso animou o time do Vasco, que teve outra chance com Gabriel Pec, mas o atacante chutou no goleiro do Flamengo. O Flamengo respondeu aos 21 minutos em uma falta cobrada por Arrascaeta que passou perto da trave.

Gradualmente, o Flamengo passou a ter a posse de bola. Aos 35 minutos, os rubro-negros chegaram com perigo em um cabeceio de Arrascaeta, mas Léo Jardim fez a defesa. Depois, o uruguaio finalizou perto da trave.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Flamengo pressionou e teve a melhor chance do jogo. Fabrício Bruno aproveitou um escanteio e cabeceou no travessão. No rebote, ele chutou para uma grande defesa de Léo Jardim. Antes do intervalo, o Vasco ainda assustou com Gabriel Pec. Assim, o clássico foi para o intervalo sem gols.

No segundo tempo, o Vasco teve a primeira boa chance aos cinco minutos. Praxedes recebeu a bola na área e chutou para o gol, mas a bola desviou em Wesley e saiu pela linha de fundo. O Flamengo respondeu com uma finalização de Bruno Henrique que parou em Leo Jardim.

O clássico continuou equilibrado e movimentado. Tanto que o Vasco quase marcou aos 21 minutos. Vegetti aproveitou outro cruzamento e cabeceou para uma ótima defesa de Rossi. Em seguida, Vegetti chutou novamente, mas Zé Gabriel não conseguiu mandar a bola para o gol.

No entanto, aos 30 minutos, foi o Flamengo quem abriu o placar. Após um corte errado da zaga, Gerson apareceu e finalizou, vencendo Léo Jardim.

O Vasco foi forçado a avançar e quase empatou aos 34 minutos, com um cabeceio de Jair. No entanto, o nervosismo impediu que os cruzmaltinos voltassem a chegar com qualidade.

O panorama da partida permaneceu o mesmo nos minutos finais. O Flamengo recuou e soube segurar o resultado para sair de campo com a vitória.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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