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Corinthians faz história ao vencer o Palmeiras e conquistar o tetracampeonato da Libertadores feminina

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O Corinthians conquistou o seu quarto título da Libertadores feminina ao vencer o Palmeiras por 1 a 0 em Cali, na Colômbia.

A partida foi equilibrada, com o Corinthians marcando o único gol do jogo no primeiro tempo, enquanto o Palmeiras teve algumas oportunidades de gol no segundo tempo.

Apesar de ficar com uma jogadora a menos no segundo tempo, o Corinthians conseguiu segurar a pressão do Palmeiras e garantir a vitória.

Com esse título, o Corinthians se consolida como a equipe com mais títulos da Libertadores feminina, enquanto o São José-SP fica em segundo lugar com três títulos.

Essa partida também marcou a despedida de Arthur Elias como técnico do Corinthians, já que agora ele passará a comandar a seleção brasileira feminina.

No geral, foi um jogo emocionante e disputado, com destaque para as jogadas ofensivas pelas beiradas do campo e a atuação da defesa do Corinthians para segurar a pressão do Palmeiras.

FICHA TÉCNICA
Corinthians 1 x 0 Palmeiras

Data: 21/10/2023 (sábado)
Horário: 20h30 (de Brasília)
Competição: Final da Libertadores feminina de 2023
Local: Estádio Olímpico Pascual Guerrero, em Cali, na Colômbia
Árbitra: Zulma Quiñonez (PAR)
Assistentes: Nancy Fernandez (PAR) e Nadia Weiler (PAR)
VAR: Jenny Arias (COL)
Cartões amarelos: Camilinha, Amanda Gutierres (PAL), Tarciane, Yasmim (COR)
Cartão vermelho: Tarciane (COR)
Gols: Millene (29’/1°T)

Corinthians: Lelê; Katiuscia, Tarciane, Mariza e Yasmim; Luana Bertolucci (Isabela), Gabi Zanotti (Andressa) e Millene (Duda Sampaio); Vic Albuquerque (Jheniffer), Tamires e Gabi Portilho (Ju Ferreira). Técnico: Arthur Elias

Palmeiras: Amanda Souza; Bruna Calderan, Poliana (Letícia), Flávia Mota e Katrine; Lorena Benítez (Yamila Rodríguez), Duda Santos e Camilinha (Juliete); Laís Estevam, Amanda Gutierres e Bia Zaneratto. Técnico: Ricardo Belli

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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