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Goiás vence o São Paulo que se complica na tabela do Brasileirão

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O time do São Paulo enfrentou mais uma derrota como visitante no Campeonato Brasileiro, desta vez para o Goiás por 2 a 0.

O desempenho do time foi decepcionante, com falta de objetividade e controle da bola que não resultaram em chances de gol. Enquanto isso, o Goiás foi eficiente e saiu vitorioso.

Com esse resultado negativo, o São Paulo se aproxima da zona de rebaixamento, ficando apenas cinco pontos à frente do Goiás. É importante que a equipe do Morumbi fique atenta para não deixar que a eliminação na Copa do Brasil afete a motivação do grupo pelo restante da temporada de 2023.

O Goiás começou o jogo de forma agressiva, aproveitando o apoio da torcida. Com apenas 10 minutos de partida, o time abriu o placar com um belo gol de Hugo. A partir daí, o Goiás controlou o jogo, enquanto o São Paulo ficou sem criatividade e motivação para buscar o empate. Isso tem sido recorrente ao longo do ano, em que o time tem posse de bola, mas não consegue converter em finalizações e gols.

Enquanto isso, o Goiás soube aproveitar os erros do São Paulo e criou lances perigosos. No final do jogo, Morelli marcou o segundo gol do time da casa após um erro de Alisson. No segundo tempo, o São Paulo mostrou mais intensidade, mas não ameaçou o goleiro do Goiás. As alterações feitas por Dorival também não surtiram efeito e o Goiás se sentiu confortável em campo.

O jogo foi marcado pela demora na reposição de bola pelos gandulas, o que irritou tanto o treinador do São Paulo quanto a torcida. O Goiás esteve mais próximo de marcar o terceiro gol do que o São Paulo. No final, o time paulista tentou uma pressão para descontar o placar, mas não conseguiu e teve que se contentar com a derrota.

O próximo jogo do São Paulo será contra o Grêmio, no Morumbi, enquanto o Goiás enfrentará o Cuiabá em Mato Grosso, ambos no sábado às 18h30.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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