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Botafogo vence o América e aumenta a diferença na liderança do Brasileirão

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Com dois gols de Júnior Santos, o Botafogo venceu o América-MG por 2 a 1 hoje (18), na Arena Independência, e aumentou ainda mais sua liderança na competição. Martín Benítez descontou para os mandantes.

Com essa importante vitória fora de casa, o Glorioso agora possui 58 pontos. Enquanto isso, o América-MG continua em último lugar, com os mesmos 18 pontos, e sem vencer há seis jogos.

Com esse resultado, o Botafogo abriu uma vantagem de 12 pontos sobre o vice-líder, Bragantino, que soma 46 pontos e enfrenta o Santos amanhã. Os times que estão na terceira, quarta, quinta e sexta colocação, respectivamente Grêmio, Palmeiras, Athletico e Flamengo, todos possuem 44 pontos.

Os alvinegros voltam a jogar no sábado (21), contra o Athletico/PR, no Nilton Santos, pela próxima rodada do Brasileirão. Já o Coelho visita o Corinthians na Neo Química Arena no domingo (22).

Mesmo com uma pausa de 10 dias, as equipes iniciaram a partida com um ritmo acelerado. O Botafogo estava no controle das ações, porém enfrentava uma defesa bastante recuada. A equipe melhorou após a saída de Tiquinho Soares da área para participar da construção das jogadas.

O Botafogo conseguiu encontrar espaços e abriu o placar aos 16 minutos do primeiro tempo, com uma finalização perigosa de Victor Sá. Logo em seguida, o Glorioso marcou o primeiro gol em um rápido contra-ataque, feito por Júnior Santos.

O América-MG melhorou no final do primeiro tempo e empatou. O time de Bustos não teve sucesso nas bolas paradas e passou a apostar nas jogadas trabalhadas.

Depois de perder uma grande chance, Benítez não desperdiçou na segunda tentativa e igualou o placar aos 38 minutos. Pouco antes, Di Plácido salvou um chute de Felipe Azevedo em cima da linha.

As equipes voltaram do intervalo com muita energia e o Botafogo marcou o segundo gol logo no início da segunda etapa.

Com pressão de ambos os lados, Júnior Santos marcou mais um gol aos 5 minutos e colocou os visitantes em vantagem novamente. O América não se abateu e continuou pressionando,

principalmente com bolas paradas e a entrada de Cazares, mas não conseguiu converter as chances em gol. O time de Lúcio Flávio se defendeu completamente no final do jogo.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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