Economia
Cupom de desconto de R$ 70 no WhatsApp é falso, diz McDonald’s
Economia
Mensagem que circula pelo WhatsApp leva a página com aparência e endereço parecidos com o da rede de lanchonetes, mas trata-se de golpe
Da Redação
Um cupom prometendo até 70 reais em bônus no McDonald’s que circula no WhatsApp é falso, segundo a rede de lanchonetes. A mensagem divulgada através do aplicativo de mensagens condiciona o benefício à emissão do comprovante através de um site suspeito. De acordo com a empresa, a promoção não existe e o endereço eletrônico de cupons é diferente do indicado.
A mensagem que se espalha pelo WhatsApp leva a um site que tem aparência muito semelhante à dos canais oficiais do McDonald’s e até o endereço é parecido: macndoaids.site (com a letra “i” no lugar da letra “l”). A página possui até mesmo um texto contendo regulamento que usa linguagem similar à de regras promocionais comuns no mercado atualmente.
Esses elementos indicam um tipo de golpe conhecido como “phishing”, em que um hacker cria uma página similar à de uma empresa para levar as vítimas a instalar programas maliciosos no computador ou fornecer informações.
O McDonald’s responde desde a última quarta-feira a perguntas de clientes em sua página oficial do Facebook negando que a promoção é válida. A rede de lanchonetes indica que o endereço para cupons da marca é outro (http://cupons.mcdonalds.com.br/br).
Golpe digital
Especialistas em segurança digital recomendam tomar cuidado com links recebidos em mensagens e e-mails – mesmo que sejam de pessoas conhecidas, pois há vírus que disparam mensagens para a lista de contatos de quem conseguem infectar.
Outra indicação é consultar sempre os canais oficiais das empresas, para ver se a informação é verdadeira. São comuns, por exemplo, avisos falsos de multas do Detran, sendo que as empresas não fazem este tipo de comunicação por e-mail.
Fonte: Veja
Economia
Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic
A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.
Indústria
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.
“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.
Comércio
A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.
“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.
Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.
A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.
Centrais sindicais
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.
“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.
Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.
A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.
“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.
Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.
A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.
Pressão por novos cortes
Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.
O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.
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