Esporte
Brasil leva olé do Uruguai; Neymar sai de campo contundido
Esporte
A seleção brasileira teve um desempenho abaixo do esperado no jogo contra o Uruguai, perdendo por 2 a 0, nesta terça-feira (17.10).
Os gols foram marcados por Darwin Núñez e De La Cruz em erros da defesa brasileira. Além disso, o jogo também ficou marcado pela lesão de Neymar, que torceu o joelho esquerdo no fim do primeiro tempo e precisou sair de campo chorando.
O Brasil teve poucas oportunidades de gol ao longo do jogo, com a única chance clara sendo uma cobrança de falta de Rodrygo, que acertou o travessão. Os erros defensivos permitiram que o Uruguai marcasse um gol em cada tempo e garantisse a vitória.
Essa derrota quebrou uma sequência invicta da seleção brasileira nas Eliminatórias, que não perdia desde 2015. Além disso, o Uruguai estava invicto há 21 anos contra o Brasil.
Sem vitórias nessa Data Fifa, o Brasil empatou com a Venezuela, perdeu para o Uruguai e enfrentará a Colômbia na próxima partida. O Uruguai enfrentará a Argentina.
No segundo tempo, com a ausência de Neymar, o Brasil teve dificuldades para criar oportunidades de gol. A primeira finalização veio apenas aos 15 minutos, em um cabeceio torto de Gabriel Magalhães. Aos 23 minutos, Rodrygo acertou o travessão em uma falta de longe.
O técnico Fernando Diniz fez substituições, colocando David Neres e Guilherme Arana em campo, mas as alterações não surtiram efeito. Para piorar, o Uruguai ampliou o placar aos 31 minutos, com Darwin se destacando diante da defesa brasileira.
A lesão de Neymar foi considerada grave em uma primeira avaliação, mas exames detalhados são necessários para confirmar o diagnóstico. Há suspeita de problema nos ligamentos, o que poderia exigir cirurgia e um período de recuperação prolongado.
FICHA TÉCNICA
URUGUAI 2 x 0 BRASIL
Data: 17 de outubro de 2023 (terça-feira)
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai)
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Alexis Herrera (Venezuela)
Assistentes: Alberto Ponte e Antoni García (ambos da Venezuela)
VAR: Juan Soto (Venezuela)
Cartões amarelos: Araújo, Darwin Núñez e Nández (Uruguai) e Rodrygo, Casemiro, Ederson, Gabriel Jesus e Matheus Cunha (Brasil)
Gols:
Uruguai: Darwin Núnez, aos 41 minutos do 1T
Uruguai: Rochet, Nández (Bruno Méndez), Araújo, Cáceres e Oliveira (Viña); Ugarte, Valverde e De La Cruz; Pellistri (Piquerez), Maxi Araújo (Vecino) e Darwin Núñez. Técnico: Marcelo Bielsa.
Brasil: Ederson, Yan Couto (David Neres), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Carlos Augusto (Guilherme Arana); Casemiro, Bruno Guimarães (Raphael Veiga) e Neymar; Rodrygo, Vini Jr (Matheus Cunha) e Neymar. Técnico: Fernando Diniz.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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