MATO GROSSO

Natação do TCE-MT garante prata nas Olimpíadas do Pantanal

As disputas fazem parte do maior encontro das Cortes de Contas da América do Sul e se estendem até este sábado (15).

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Esporte

Foto: Thiago Bergamasco

Com 445 pontos, a equipe de natação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) fez bonito em Cuiabá e garantiu a prata nas Olimpíadas dos Tribunais de Contas do Brasil 2023 (OTC-Pantanal). Este é o melhor resultado obtido pela instituição na modalidade em toda a história da competição.

No total, os donos da casa garantiram 17 medalhas, ficando atrás apenas do TCE-AM, que marcou 460 pontos. O pódio do ranking geral também é formado pelo TCE-RJ, que fez 380 pontos e ficou com o bronze.

Divididos entre as categorias best sênior, sênior, master e livre, os servidores do TCE-MT se destacaram nas provas de nado crawl, peito, costas, borboleta e revezamento, realizadas na segunda-feira (09) no parque aquático Emílio Albernaz Polzin, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

“Este é mais um entre os excelentes resultados que nossos servidores vêm alcançando nas Olimpíadas, o que reflete não apenas a habilidade nos esportes, mas a união e o esforço característicos das nossas equipes no dia a dia”, disse o presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli.

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O presidente da Comissão Organizadora da OTC Pantanal, conselheiro Sérgio Ricardo, que está acompanhando as provas, também enalteceu a conquista. “Este foi o melhor resultado da nossa delegação na natação, o que mostra que temos potencial para estarmos sempre entre os primeiros colocados, basta mantermos o foco e seguirmos unidos e treinando”, disse.

Foto: Marcus Valetim

Realizada em parceria com a Associação Nacional Olímpica dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Anostc), a OTC Pantanal trouxe a Cuiabá mais 1,2 mil atletas de 25 tribunais de contas do Brasil, que competem em mais de 20 modalidades coletivas e individuais.

As disputas fazem parte do maior encontro das Cortes de Contas da América do Sul e se estendem até sábado (15). Além disso, marcam o início de uma extensa programação que celebra os 70 anos de história do TCE-MT, comemorado no dia 31 de outubro.

Clique aqui e confira galeria de fotos.

 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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