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Seleção Brasileira empata com Venezuela em Cuiabá

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Em sua primeira partida oficial em Cuiabá, a Seleção Brasileira empatou com a Venezuela por 1 a 1 na noite desta quinta (12), na Arena Pantanal, na capital do Mato Grosso. Com o resultado, a equipe se manteve invicta nas Eliminatórias para o Mundial da Copa de 2026, mas agora está em segundo lugar, com sete pontos, atrás da Argentina, que tem nove.

O zagueiro Gabriel Magalhães fez o gol do time brasileiro, o seu primeiro com a camisa da Seleção. Nos minutos finais, Bello, de meia-bicicleta, conseguiu o empate.

O jogo

No primeiro tempo, a Seleção Brasileira teve muitas dificuldades para furar a retranca da Venezuela. Chegava poucas vezes com perigo à meta adversária. Por isso, o time preferiu arriscar chutes de fora da área.

Foi assim com Neymar, aos 2 e 12 minutos. Rodrygo fez o mesmo aos 19, e Casemiro também tentou aos 39. Em três dessas finalizações, o goleiro Romo fez a defesa.

Juntos

No melhor estilo de Fernando Diniz, a Seleção mostrou mais uma vez sua nova característica: a de concentrar jogadores num mesmo setor na hora de atacar.

Vinícius Júnior e Rodrygo, por exemplo, apareceram muitas vezes lado a lado pela esquerda, sempre com o apoio de Neymar e Richarlison, em busca de tabelas rápidas que envolvessem a zaga da Venezuela.

Vantagem

O gol brasileiro surgiu após cobrança de escanteio feita por Neymar, aos 4 minutos do segundo tempo. Gabriel Magalhães se antecipou ao marcador e completou de cabeça. Com o placar favorável, a Seleção teve chances de ampliar, pois obrigou a Venezuela a abrir mão de sua força defensiva.

No entanto, a Seleção pecava nas finalizações. O jogo ficou aberto, solto no meio de campo, e a Venezuela conseguiu o empate num chute com estilo de Bello, aos 39 minutos, num lance que surpreendeu a zaga do Brasil.

Escalação

O Brasil jogou com: Ederson; Danilo (Yan Couto), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Guilherme Arana; Casemiro (André), Bruno Guimarães (Gerson) e Neymar; Rodrygo, Richarlison (Gabriel Jesus) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha). Técnico: Fernando Diniz.

Agenda

Agora, a Seleção vai enfrentar o Uruguai, na terça-feira (17), às 21 horas, em Montevidéu, pela quarta rodada das Eliminatórias.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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