Esporte
Jogadores da Seleção Brasileira chegam a Cuiabá
Esporte
Vinte e um jogadores se apresentaram à Seleção Brasileira nesta segunda-feira (9), em Cuiabá (MT), para a terceira rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo 2026. Na terça que vem faz o clássico contra o Uruguai, em Montevidéu.
Os jogadores que já chegaram foram: Alisson, Bremer, Bruno Guimarães, Carlos Augusto, Danilo, David Neres, Ederson, Gabriel Jesus, Gabriel Magalhães, Matheus Cunha, Richarlison, Yan Couto, Guilherme Arana, André, Casemiro, Gerson, Lucas Perri, Nino, Raphael Veiga, Rodrygo e ViniJr.
Casemiro. Chegada de atletas Seleção Brasileira em Cuiabá. Eliminatórias 2026
Créditos: Vitor Silva/CBF
“Acho que a adaptação continua,principalmente com o técnico Fernando Diniz. Quanto mais jogos tivermos com otreinador e com o grupo, melhor. Issoé muito importante, nos adaptarmos maisrápido à forma do treinador jogar. Mas oprazer de estar aqui, a felicidade, acho queé o mais importante.”, disse Casemiro.
Guilherme Arana. Chegada de atletas à Seleção Brasileira em Cuiabá. Eliminatórias 2026
Créditos: Vitor Silva/CBF
Guilherme Arana volta a vestir a amarelinha após mais de um ano. Ele era cotado para disputar a Copa do Mundo do Catar, mas sofreu grave lesão no joelho, em setembro de 2022. Na chegada à concentração, o lateral-esquerdo comemorou o retorno a Seleção Brasileira.
” É uma sensação única. Felicidade imensa.Não só a minha, como da minha família também. A minha esposa foi me deixar noaeroporto muito feliz. Então, é uma sensação de felicidade depois de tudo que eu passei. Feliz de estar aqui. Espero aproveitar a oportunidade”, comemorou Arana.
Os comandados de Fernando Diniz realizam um treinamento físico na academia, durante a tarde desta segunda. O Brasil enfrenta a Venezuela, na Arena Pantanal, na próxima quinta-feira (12), às 21h30.
O grupo ficará completo somente na terça-feira (10). Neymar e Marquinhos são os atletas que ainda não chegaram. O atacante é aguardado na noite desta segunda (9), enquanto o zagueiro chegará na manhã do dia seguinte.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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