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Santos brilha em partida decisiva e vence o Palmeiras
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O Palmeiras sofreu uma derrota para o Santos na Arena Barueri em sua volta ao Campeonato Brasileiro após a eliminação para o Boca Juniors na Libertadores.
O time começou bem, mas teve uma queda de rendimento nas substituições feitas pelo treinador Abel Ferreira. Isso fez com que o Palmeiras perdesse sua organização durante o jogo.
Por outro lado, o Santos melhorou significativamente no segundo tempo, mesmo tendo feito um primeiro tempo inferior em termos de finalizações e posse de bola.
Essa foi a terceira vitória consecutiva da equipe da Vila, que anteriormente havia vencido o Bahia e o Vasco, e consequentemente se afastou da zona de rebaixamento, agora com 30 pontos. O Palmeiras se encontra em quarto lugar no G-4, com 44 pontos.
Antes do jogo, não havia nenhuma evidência da eliminação do Palmeiras na partida contra o Boca, exceto pela escolha do técnico Abel de começar com dois jovens jogadores que se destacaram no confronto com os argentinos: Kevin e Endrick. Eles iniciaram o jogo contra o Santos, acompanhados por alguns jogadores mais experientes, como Zé Rafael e Raphael Veiga, ao contrário da formação apenas com reservas na derrota para o Bragantino.
A presença dos jogadores jovens ao lado dos mais experientes se mostrou uma escolha acertada. Kevin e Endrick tiveram um ótimo desempenho no primeiro tempo na Arena Barueri.
Kevin foi eficiente pela esquerda, usando dribles e velocidade. Enquanto isso, Endrick atuou pelo lado direito, com mais penetração pelo meio, características de um camisa 9.
Rony jogou como atacante centralizado, contribuindo tanto positiva quanto negativamente, fazendo uma partida razoável.
Tanto Kevin quanto Endrick tiveram chances de marcar, com chutes fortes de longa distância, que foram defendidos pelo goleiro santista João Paulo.
Endrick ainda acertou um chute no travessão. O Palmeiras teve um bom desempenho e manteve a posse de bola por 70%, embora tenha cometido alguns erros de passe, mas manteve-se constantemente no campo adversário.
A superioridade do Palmeiras no primeiro tempo não significa que o Santos tenha sido um time frágil e desorganizado, apesar dos números indicarem mais finalizações e maior posse de bola para o Santos, sendo dez arremates nos primeiros 20 minutos.
O time de Marcelo Fernandes optou por uma formação com três zagueiros e uma saída em velocidade, tendo Marcos Leonardo na frente brigando entre os zagueiros. O Santos mostrou ter uma estratégia consciente.
Os gols só saíram após os 40 minutos do primeiro tempo. O primeiro foi do Palmeiras, que foi o único time com torcida presente em Barueri.
Zé Rafael desviou de cabeça uma bola levantada na área por Gabriel Menino. Logo em seguida, o visitante empatou também de cabeça, com Rincón na segunda trave, em uma das poucas investidas do Santos.
No intervalo, o técnico Marcelo Fernandes conversou melhor com seu time do que Abel Ferreira com os jogadores do Palmeiras.
Sem fazer nenhuma substituição para o segundo tempo, a equipe do Santos voltou melhor, demonstrando mais agressividade e ofensividade.
O Palmeiras começou o segundo tempo um pouco desatento, com o goleiro Weverton tendo que fazer boas defesas.
O Santos teve as primeiras chances de gol nessa etapa. Após 10 minutos, Abel percebeu o desempenho lento e desatento do meio de campo do Palmeiras e fez três mudanças, mantendo Kevin e Endrick em campo, mas substituindo Menino, Veiga e Zé Rafael.
Ficou evidente que o Santos estava melhor no segundo tempo. Isso se confirmou aos 24 minutos, quando o time virou o placar com gols de Marcos Leonardo.
O gol foi originado em um lançamento do goleiro, e Marcos Leonardo conseguiu deslocar o zagueiro Murilo e fazer um passe de cabeça para Maxi Silvera, que devolveu para o atacante finalizar.
Os jogadores do Palmeiras reclamaram de uma falta no zagueiro, mas não houve infração. Foi mais um erro defensivo da equipe de Abel.
O Palmeiras não mostrou a mesma determinação de outras partidas do Brasileirão. Talvez estivesse cansado do jogo de quarta-feira. Mais uma vez, após um bom começo, o time deu a sensação de que poderia vencer a qualquer momento.
No entanto, não percebeu que nos últimos sete jogos, passou em branco em quatro ocasiões. Aos 42 minutos, o time escapou de sofrer outro gol com duas tentativas de Furch, mas Weverton fez duas boas defesas.
O Palmeiras acabou desorganizado em Barueri e amargou mais uma derrota como mandante. Já perdeu cinco vezes no estádio e agora são seis derrotas. O Santos conquistou sua terceira vitória consecutiva contra o Bahia, Vasco e Palmeiras, e está mais distante da zona de rebaixamento.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 2 SANTOS
PALMEIRAS: Weverton, Maike, Murillo (Luís Guilherme), Gustavo Gomez e Piquerez; Gabriel Menino (Jhon Jhon), Zé Rafael (Ríos) e Raphael Veiga (Fabinho); Endrick, Rony e Kevin (Flaco Lopez). Técnico: Abel Ferreira
SANTOS: João Paulo, Joaquim, Messias e João Basso; Lucas Braga, Rincón (Camacho), Jean Lucas, Nonato (Dodi) e Kevyson (João Lucas); Morelos (Maxi Silvera) e Marcos Leonardo (Julio Furch). Técnico: Marcelo Fernandes
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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