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Cruzeiro empata com o América-MG e continua lutando para se afastar da zona de rebaixamento

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Em partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo (01.10), Cruzeiro e América-MG se enfrentaram no Mineirão e o jogo terminou empatado em 1 a 1. Luciano Castán abriu o placar para o Cruzeiro, enquanto Benítez empatou para o América-MG neste domingo.

Com o resultado, o Cruzeiro chegou a 30 pontos e está na 12ª colocação na tabela. No entanto, a situação do time ainda preocupa, pois está apenas quatro pontos acima da zona de rebaixamento.

Já o América-MG, que está lutando para sair da parte de baixo da tabela, ficou com 18 pontos e na 19ª posição. O empate não foi suficiente para tirar o Coelho da vice-lanterna. O time precisa tirar oito pontos de vantagem em relação ao Vasco para sair da zona de rebaixamento.

O próximo jogo do Cruzeiro será apenas no dia 14 de outubro, contra o Cuiabá, na Arena Pantanal. Enquanto isso, o América-MG voltará aos gramados no próximo domingo, contra o Fortaleza, na Arena Castelão.

Durante a partida, o Cruzeiro teve dificuldades para criar chances no início, mas conseguiu abrir o placar aos 21 minutos do primeiro tempo, com um gol de cabeça de Luciano Castán após um escanteio. No entanto, o América-MG respondeu sete minutos depois, com uma bela jogada de Benítez, que recebeu na entrada da área e chutou com categoria para empatar o jogo.

Na segunda etapa, o Cruzeiro teve dificuldades na criação de jogadas e levou pouco perigo ao gol adversário. O time até teve uma oportunidade aos 14 minutos, quando Wesley cabeceou para fora após um cruzamento de William.

Enquanto isso, o América-MG ameaçava nos contra-ataques e quase virou a partida aos 42 minutos, quando Breno recebeu pela esquerda, cortou a marcação e finalizou, mas o goleiro Rafael fez uma bela defesa para impedir o gol.

Nos acréscimos, o Cruzeiro ficou com um jogador a menos devido a uma entrada dura de Fernando Henrique em Cazares. No entanto, o placar se manteve igual até o final do jogo.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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