Esporte
Cuiabá vence o Fluminense por 3 a 0, na Arena Pantanal
Esporte
O Dourado voltou a vencer no Campeonato Brasileiro – e a vitória veio em grande estilo. Com gols de Clayson, Alan Empereur e Fernando Sobral, o Dourado goleou o Fluminense por 3 a 0 e somou mais três pontos na competição.
Com o resultado, o Cuiabá chega aos 32 pontos e se mantém na 11ª posição na tabela. O próximo desafio é contra o Cruzeiro, dia 14, na Arena.
O jogo
O primeiro tempo foi de poucas oportunidades de gol para os dois lados até os 43 minutos, quando Martinelli cometeu falta dura em Raniele, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o Dourado com uma mais em campo.
Os minutos finais foram de pressão do Dourado, que teve boas chances de abrir o placar. Deyverson, em cabeçada, parou em grande defesa do goleiro do Fluminense. Derik, em chute de fora da área, também levou perigo, mas o jogo foi para o intervalo com o placar zerado na Arena.
O Dourado voltou para o segundo tempo com a mesma postura ofensiva. Raniele, aos 10 minutos, levou perigo em chute de fora da área.
O Cuiabá abriu o placar aos 11 minutos, com Clayson, aproveitando roubada de bola de Ronald e finalizando no canto, sem chances de defesa. Sete minutos mais tarde, Alan Empereur acertou lindo chute, de voleio, de fora da área, e marcou um golaço, ampliando a vantagem do Dourado na Arena Pantanal.
O Dourado queria mais. Wellington Silva, em duas oportunidades, quase ampliou o marcador. O Cuiabá pressionava a saída de bola do Fluminense tentando se aproximar ainda mais do terceiro gol.
Já nos minutos finais, Deyverson chegou a marcar o quarto gol – o lance, porém, foi anulado pela arbitragem por impedimento no início da jogada. O gol anulado, entretanto, não fez falta, e o Dourado conquistou uma importante vitória para a sequência do Campeonato Brasileiro.
O próximo desafio do Cuiabá é contra o Cruzeiro. A partida está marcada para o dia 14 de outubro, às 19h de Mato Grosso, na Arena Pantanal – o duelo integra a 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Dourado que venceu o Fluminense esteve em campo com Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Alan Empereur e Uendel (Rikelme); Raniele, Lucas Mineiro (Fernando Sobral) e Ronald (Filipe Augusto); Derik Lacerda (Wellington Silva), Clayson (Jonathan Cafú) e Deyverson. O técnico do Cuiabá é o português António Oliveira.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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