CUIABÁ

Complexo Arena Pantanal recebe várias atividades esportivas e culturais neste fim de semana

Programação inclui jogo do Brasileirão, festival de cultura, e competições de basquete e jiu jitsu

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Esporte

Chico Valdiner

A variedade de atividades esportivas e culturais realizadas neste final de semana consolida o Complexo Esportivo Arena Pantanal como um espaço de múltiplo uso. A programação inclui jogo da série A do Brasileirão e festival de cultura, no estádio e em seu entorno, e competições de basquetebol e jiu jitsu, no ginásio.

“Todo o Complexo se tornou parte da vida da população mato-grossense, e vamos continuar atuando para atender várias atividades, e consolidar ainda mais o aspecto de múltiplo uso. Para o Governo de Mato Grosso, é muito importante que os equipamentos que integram o espaço estejam sempre ocupados, com diferentes eventos e públicos”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves.

Confira a programação dos equipamentos que integram o Complexo Esportivo Arena Pantanal:

Arena Pantanal e entorno

Do lado de dentro, no gramado, a Arena Pantanal será palco de mais uma partida da série A do Campeonato Brasileiro. No sábado (30.09), às 17h30, o Cuiabá enfrenta o Fluminense, pela 25ª rodada.

O clube cuiabano está na 11ª posição, com 29 pontos, e busca a recuperação na competição nacional. Os ingressos para a partida estão à venda a partir de R$ 10. Mais informações no site do clube.

Já a área externa do estádio recebe o Festival Vambora, com muitas atrações culturais para a população. Além de shows de artistas nacionais e regionais, o evento conta com feira gastronômica, exposições e opções de lazer.

Os cantores Rashid e Criolo se apresentam nesta sexta-feira (29.09) e sábado (30.09), respectivamente. No primeiro dia do evento (28.09), a atração nacional foi o rapper MV Bill. A programação de shows, com início sempre às 16h, traz ainda mais de 50 apresentações regionais de vários estilos musicais, que incluem hip hop, mpb, samba, rock e cultura popular.

Ginásio Aecim Tocantins

Nesta sexta-feira (29.09), a partir das 19h30, o ginásio Aecim Tocantins, que faz parte do Complexo Esportivo, recebe o Torneio de Basquetebol Master. A competição é realizada pela Associação Mato-grosssense de Basquetebol Master e prossegue no sábado (30.09) durante todo o dia.

No domingo (01.10), a partir das 8h, acontece o Mato Grosso Open Jiu Jitsu Gi e No Gi, também no ginásio. O evento criado para valorizar os atletas da modalidade na região segue as regras da Confederação Brasileira de Jiu Jitsu e conta com premiações na categoria Absoluto.

Outros

Ainda integram o Complexo Arena Pantanal o Palácio das Artes Marciais Lusso Sinohara e a Piscina Olímpica. Os dois equipamentos esportivos passam por reformas que irão deixar os espaços remodelados e mais modernos.

A grande área externa do Complexo também se tornou espaço de convivência e de prática de atividades físicas, que incluem caminhadas, vôlei de areia e skate.

SECOM/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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