ESPORTE E INCLUSÃO

Crianças e adolescentes com deficiência experimentam atividades paradesportivas em Festival Paralímpico em MT

Segunda edição do evento aconteceu na Escola Arena em Cuiabá e em seis municípios do Estado neste sábado

Publicado em

Esporte

Foto por: Marcos Vergueiro/Secom-MT

 Crianças e adolescentes com deficiência experimentam atividades paradesportivas em Festival Paralímpico em MT


24 de Setembro de 2023 às 08:29
Segunda edição do evento aconteceu na Escola Arena em Cuiabá e em seis municípios do Estado neste sábado
“Essa é uma janela de oportunidades para crianças com deficiência aprenderem no esporte, saírem de casa e aproveitar ao máximo as atividades propostas para eles”, é como o secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, Jefferson Carvalho Neves, define o Festival Paralímpico 2023 realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), com apoio e suporte do Governo do Estado através da Secel.

Divulgação: SECEL

O secretário participou do evento em Cuiabá, realizado neste sábado (23.09) na Escola Arena nas dependências do estádio Arena Pantanal. Essa é a segunda edição do festival neste ano.

“É uma atividade planejada pela nossa equipe ao longo do ano e que hoje a concretizamos. A gente vê o avanço do paradesporto em Mato Grosso quando começa com o Centro de Referência Paralímpico em um município, e atualmente ele está espalhado pelo estado”, pontuou Jefferson.

Outras seis cidades também receberam o Festival neste sábado, sendo Barra do Garças, Brasnorte, Canarana, Cáceres, Rondonópolis e Várzea Grande.

Realizado em todos os Estados do país, a iniciativa oferece vivências em modalidades paralímpicas a crianças e jovens que tenham entre 7 e 17 anos. A experimentação paradesportiva também é uma possibilidade para aqueles que não tem deficiência, desde que estejam na mesma faixa etária, e podendo chegar a 20% dos participantes.

Divulgação: SECEL

A presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Jandira Andrade, esteve no local e disse que o esporte é uma das principais ferramentas de inclusão.

“Esse espaço de convivência esportiva onde a gente vê alunos com e sem deficiência e seus familiares é um movimento de suma importância. Por meio do esporte, podem sair daqui hoje valiosos esportistas que vão lutar e representar nosso Estado e, quem sabe, o Brasil no cenário mundial”, afirma a presidente.

Mãe de Luiz Gabriel de 17 anos, que tem síndrome de down, Renata Duarte fala sobre a importância da interação do filho com as pessoas que não tem deficiência.

“É bom que ele tenha essa interação e se sinta incluído na sociedade. A prática esportiva ajuda a desenvolver e ele ama esporte, ama futebol e ter a possibilidade de ter o contato com outros tipos de modalidade é fundamental. Hoje, ele conheceu o tênis de mesa e o arco e flecha, e pelo jeito amou. Está curtindo ao máximo”, afirma Renata.

O voluntário Erison Ronaldo, técnico da Associação Arco e Flecha Cuiabá, contemplada pelo programa Pontos de Esporte e Lazer destaca o trabalho do Estado em organizar ações que incentivam o esporte adaptado.

“Tanto o apoio do poder público em eventos como esse, quanto por meio de editais é de tamanha importância, porque a gente vê a necessidade dessas crianças estarem praticando esporte e se integrando na sociedade. Com esses incentivos conseguimos avançar e trazer mais participantes e resultados para o nosso Estado”, ressalta Erison.

A programação contou com vivências nas modalidades paralímpicas de atletismo, basquete em cadeira de rodas, badminton, tênis de mesa e vôlei sentado.

Divulgação: SECEL

Festival Paralimpico

Em 2023, o Festival Paralímpico está sendo realizado em duas etapas, sendo que a primeira ocorreu em maio e reuniu mais de 21 mil participantes em todo o país. A edição realizada em setembro faz referência ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21.09) e ao Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22.09).

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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