VÁRZEA GRANDE
Ginásio Poliesportivo do Fiotão recebe “Festival Paralímpico”
Para o secretário da pasta, Silvio Fidelis, o Festival se destaca por mostrar para o restante da sociedade a importância de uma postura inclusiva e sensível com as pessoas com deficiência.
Esporte
O Ginásio Poliesportivo “Júlio Domingos de Campos”, o “Fiotão”, será mais uma vez palco do Festival Paralímpico na manhã deste sábado (23), das 8h às 12h, uma realização da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
O evento é aberto para todos os interessados e uma oportunidade para que crianças com e sem deficiência tenham contato com diferentes modalidades paralímpicas.
Durante o Festival, crianças e adolescentes terão a oportunidade de passar por um circuito de atividades relacionadas a cinco modalidades paralímpicas: Atletismo, Basquete em Cadeira de Rodas, Vôlei Sentado, Bocha e Judô. A participação é gratuita e não precisa de inscrição.

Secretário Sílvio Fidelis (e), vereador Pedro Paulo Tolares e prefeito Kalil Baracat
Para o secretário da pasta, Silvio Fidelis, o Festival se destaca por mostrar para o restante da sociedade a importância de uma postura inclusiva e sensível com as pessoas com deficiência. “O que a gente quer é envolver as crianças com alguma deficiência desde o começo. Isso começa na escola e passa também pelo esporte, pela cultura e pelo lazer”, afirmou.

SECOM/VG
Desde 2022, Várzea Grande realiza o Festival, que também foi o pontapé para a instalação do Centro de Referência Paralímpico, que atualmente atende dezenas de atletas com deficiência com resultados expressivos, incluindo 18 medalhas na fase regional das paralimpíadas estudantis, em Brasília.
Além disso, de acordo com um ranking publicado recentemente pelo CPB, Várzea Grande é está entre as cinco cidades que mais reúnem participantes durante o Festival, demonstrando o potencial para desenvolvimento destas modalidades na região.
SECOM/VG
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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