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Corinthians vence Botafogo e mantém sonho dos concorrentes ao título do Brasileirão

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O Corinthians fez valer sua vantagem numérica e venceu o Botafogo por 1 a 0 nesta sexta-feira (22.09), na Neo Química Arena, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol da partida foi marcado por Gil.

A vitória do Corinthians anima os concorrentes ao título brasileiro, especialmente o Palmeiras (2º colocado, com 44 pontos) e o Grêmio (3º, com 43 pontos), que estão na cola do líder, o Botafogo, com 51 pontos. Bragantino, Fluminense e Athletico completam o G6.

Com o resultado, o Corinthians subiu para a 10ª colocação, com 30 pontos, se distanciando da zona de rebaixamento. Agora o time de Luxa tem uma diferença de seis pontos em relação ao Santos, primeiro time do Z4.

O Botafogo segue na liderança, mas estacionado. A equipe de Lage não vence há quatro partidas, incluindo também a Sul-Americana.

O Botafogo começou pressionando, mas o Corinthians revidou com um trio arrojado. Pela primeira vez, Luxa escalou Wesley, Pedro e Yuri Alberto como titulares, buscando mais velocidade no ataque e apostando nos contra-ataques.

A expulsão prematura de Marçal mudou o panorama do jogo. Aos 20 minutos, o lateral-esquerdo foi disputar a bola com Pedro e acabou cometendo uma falta grave, deixando o Botafogo com um jogador a menos. Inicialmente, o árbitro deu apenas um cartão amarelo, mas o lance foi revisado pelo VAR.

Após a expulsão, o Corinthians pressionou mais no primeiro tempo, aproveitando a vantagem numérica, mas pecou na finalização.

No segundo tempo, o Corinthians voltou melhor com as alterações ousadas de Luxa. Moscardo e Veríssimo foram substituídos por Renato Augusto e Fagner, experientes jogadores. O objetivo do técnico era apenas um: vencer.

Renato Augusto ajudou na criação e o Corinthians dominou o Botafogo na segunda etapa. A equipe do Rio se postou na defesa e viu os mandantes pressionarem bastante até marcarem o gol da vitória com Gil. O zagueiro comemorou com os reservas e abraçou Luxemburgo.

Perri se destacou e evitou uma vitória ainda mais ampla do Corinthians. Mesmo com o time em baixa, o goleiro botafoguense manteve a regularidade, mostrou segurança e impediu mais gols. Além disso, nos acréscimos, ele se aventurou na área adversária em busca do gol de empate.

O Botafogo reagiu no final do jogo, enquanto Yuri Alberto perdeu novas chances. Com as alterações, a equipe de Lage ficou mais ofensiva e tentou o empate. Cássio, do Corinthians, fez boas defesas. Yuri era o jogador mais acionado, mas não conseguiu concluir as jogadas.

O primeiro lance de perigo veio do Botafogo, com Tchê Tchê chutando de longe e passando perto do travessão. Em resposta, o Corinthians teve uma boa jogada com Wesley, que finalizou por cima. Rojas também arriscou um chute de longe, mas Perri defendeu.

O Corinthians levou perigo com Renato Augusto, que tentou uma bela finalização de fora da área e quase marcou. O gol da vitória foi marcado por Gil aos 13 minutos do segundo tempo, aproveitando um cruzamento de Bidu. Yuri Alberto teve duas chances de ampliar o placar, mas cabeceou por cima e chutou nas mãos de Perri.

O Botafogo teve uma resposta com Victor Sá, que cabeceou para fora. Cuesta também cabeceou em uma cobrança de falta, mas Cássio defendeu.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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