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Red Bull Bragantino vence o América-MG e entra no G4 do Brasileirão
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O Red Bull Bragantino foi a Belo Horizonte com uma missão: vencer o América-MG e assumir a terceira colocação do Campeonato Brasileiro. Missão cumprida! Com gols de Jadsom e Lucas Evangelista – e Cleiton pegando pênalti no fim -, o Braga venceu por 2×0.
O resultado deixa a equipe com 42 pontos, na terceira colocação. Na próxima rodada, no Nabizão, duelo com o vice-líder Palmeiras.
O JOGO
Brigando para entrar no G4, o Massa Bruta empurrou o adversário para trás e dominou as ações com bola. A primeira chance veio aos 6 minutos, com Matheus Gonçalves arriscando da entrada da área para fora.
No contra-ataque, Felipe Azevedo respondeu logo na sequência, mas errou o alvo.
O Braga seguiu pressionando para furar o bloqueio mineiro. Matheus Gonçalves fez Cavichioli trabalhar após cobrança de escanteio curta. Alerrandro também teve a sua chance, de cabeça.
A pressão foi recompensada aos 36 minutos. Vitinho recebeu pela esquerda, limpou a marcação e bateu rasteiro. O goleiro soltou, mas Jadsom estava lá para estufar a rede no rebote.
O Massa Bruta seguiu superior na etapa final. Antes dos 10 minutos, Matheus Gonçalves e Juninho Capixaba já haviam marcado presença no campo de ataque.
O tempo foi passando e o Braga controlando o jogo, ainda que sem muitas chances criadas de ambos os lados. Nacho, do meio de campo, foi quem mais assustou.
O jogo, que parecia se encaminhar para o 1×0, ficou frenético na reta final! Aos 44, o chute do ataque americano desvia na coxa de Matheus Fernandes e acerta o braço. O árbitro nada marca, mas o VAR entra em ação. Pênalti!
Marcação duvidosa? Sem problema! Cleiton fica no meio do gol e defende a cobrança de Mastriani. Ainda deu tempo de Lucas Evangelista, aos 54, marcar o segundo e levar o Red Bull Bragantino ainda mais para cima na tabela.
FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-MG 0 X 2 RED BULL BRAGANTINO
Local: Arena Independência, em Belo Horizonte
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos e Paulo de Tarso Bregalda Gussen
Cartões amarelos: Everaldo (América-MG); Lucas Rafael e Matheus Fernandes (Red Bull Bragantino)
Gols: Jadsom (36/1T) e Lucas Evangelista (54/2T)
América-MG: Matheus Cavichioli; Éder, Iago Maidana e Ricardo Silva; Matheus Henrique (Daniel Borges) (Everaldo), Breno (Rodrigo Varanda), Juninho, Emmanuel Martínez e Rodriguinho (Cazares); Felipe Azevedo (Benítez) e Mastriani. Técnico: Fabián Bustos
Red Bull Bragantino: Cleiton; Andrés Hurtado, Léo Reale, Lucas Rafael e Juninho Capixaba; Matheus Fernandes, Jadsom (Eric Ramires) e Lucas Evangelista; Matheus Gonçalves (Nacho), Alerrandro (Thiago Borbas) e Vitinho (Luan Cândido). Técnico: Pedro Caixinha
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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