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Atlético Mineiro vence o Botafogo na 23ª rodada do Brasileirão
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O Atlético-MG venceu o Botafogo por 1 a 0 neste sábado (16) na Arena MRV, em partida válida pela 23ª rodada do Brasileirão.
Com essa derrota, o líder Botafogo permaneceu com 51 pontos, enquanto o vice-líder Palmeiras, com 44 pontos, reduziu a diferença para sete pontos.
Essa foi a segunda derrota consecutiva do Botafogo, que jogou mal em Belo Horizonte e sequer conseguiu chutar a gol.
Paulinho marcou o único gol do jogo e também o primeiro gol do novo estádio do Atlético-MG.
Com essa vitória, o Atlético-MG alcançou 34 pontos e permanece na 9ª posição no Brasileirão.
Essa foi a primeira vez desde 2021 que o Galo conseguiu vencer três jogos consecutivos em casa pelo Brasileirão.
Na próxima rodada, o Botafogo buscará se recuperar enfrentando o Corinthians na Neo Química Arena na sexta-feira (22). No mesmo dia, o Atlético-MG receberá o Cuiabá novamente em seu novo estádio.
O jogo começou com o Botafogo mais organizado, mas o Atlético-MG ditou o ritmo e foi melhor no primeiro tempo.
O Galo teve algumas chances perigosas, especialmente em jogadas de bola parada. O Botafogo começou bem, mas caiu de rendimento ao longo do jogo, cometendo muitos erros de passe e chutando muitas bolas para longe.
O time teve dificuldade para criar oportunidades de gol e não conseguiu finalizar no alvo no primeiro tempo.
A melhor chance do jogo foi desperdiçada por Paulinho, que cabeceou para fora. O jogo foi disputado, mas sem grandes emoções.
O segundo tempo também foi morno, com um gramado cheio de falhas na recém-inaugurada Arena MRV.
O Atlético-MG continuou melhor e quase marcou com Paulinho em uma boa tabela com Alan Kardec, mas o atacante parou em Gatito Fernández, que substituiu Lucas Perri no intervalo.
O Botafogo estava lento e pouco inspirado, e nem sequer acertou o gol de Everson, apesar das mudanças feitas pelo técnico Bruno Lage.
No final do jogo, Paulinho foi lançado em velocidade e finalmente conseguiu furar a defesa do Botafogo para marcar o gol da vitória.
Alguns lances importantes do jogo incluem uma cobrança de falta perigosa do Galo, defesas importantes de Lucas Perri, substituição de Gatito Fernández no lugar de Lucas Perri devido a uma lesão nas costas, e a grande defesa de Gatito em um chute de Paulinho.
Antes do jogo, o Atlético-MG também celebrou o título brasileiro de 1937, reconhecido recentemente pela CBF, levantando simbolicamente a taça e usando uma camisa comemorativa.
Ficha Técnica
Atlético-MG 1 x 0 Botafogo
Competição: Brasileirão (23ª rodada).
Local: Arena MRV, Belo Horizonte (MG).
Data e Hora: Sábado (16), às 21h (de Brasília).
Árbitro: Ramon Abatti Abel.
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Thiago Labes.
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral.
Cartões amarelos: Di Placido (Botafogo); Mariano e Zaracho (Atlético-MG).
Gols: Paulinho, aos 35 minutos do segundo tempo;
Atlético-MG: Everson; Mariano, Bruno Fuchs, Mauricio Lemos, Guilherme Arana; Otávio, Battaglia, Pedrinho (Réver); Pavón (Patrick), Paulinho, Alan Kardec (Zaracho). Técnico: Felipão
Botafogo: Lucas Perri (Gatito Fernandez); Di Placido, Adryelson, Víctor Cuesta, Marçal; Marlon Freitas, Tchê Tchê, Eduardo; Junior Santos (Luis Henrique), Victor Sá (Segovinha) e Tiquinho Soares (Diego Costa). Técnico: Bruno Lage.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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