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Palmeiras vence Goiás no fim e diminui vantagem do Botafogo na liderança do Brasileirão

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O Palmeiras venceu o Goiás por 1 a 0, aos 50 minutos do segundo tempo, com um gol de Breno Lopes. A partida ocorreu no Allianz Parque, nesta sexta-feira (15.09), pela 23ª rodada do Brasileirão.

Com essa vitória, o Palmeiras chegou a 44 pontos e está na vice-liderança da tabela de classificação do campeonato nacional. O time diminuiu, mesmo que temporariamente, a vantagem do Botafogo. O Goiás permaneceu com 25 pontos e ainda luta para se afastar da zona de rebaixamento.

Na próxima rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras enfrentará o Grêmio em Porto Alegre, na quinta-feira às 21h30 (horário de Brasília). O Goiás receberá o Flamengo no Estádio da Serrinha, na quarta-feira às 19h.

Durante a partida, o Palmeiras teve controle da posse de bola, mas não conseguiu criar muitas chances de gol. O primeiro tempo foi sonolento e sem muitas emoções.

No segundo tempo, o Goiás voltou mais ousado, propondo um jogo mais ofensivo. Porém, foi o Palmeiras que teve a primeira chance de perigo, com um chute de Rony defendido pelo goleiro Tadeu. O jogo esquentou um pouco, mas ainda faltavam ideias para as equipes.

Aos 14 minutos do segundo tempo, o técnico Abel Ferreira fez duas substituições e mudou o esquema tático do Palmeiras. A torcida se animou, mas ainda não houve grandes oportunidades de gol para a equipe mandante.

Aos 29 minutos, o Palmeiras ficou com um jogador a mais em campo, após a expulsão de Raphael Guzzo por receber dois cartões amarelos. O Goiás chegou a marcar um gol, mas foi anulado por impedimento.

Aos 50 minutos, Breno Lopes marcou o único gol da partida, aproveitando um rebote na área e tirando o goleiro Tadeu da jogada. Na comemoração, o jogador provocou a torcida do Palmeiras em resposta às críticas que recebeu. Após o apito final, a torcida respondeu com gritos de apoio a Breno Lopes.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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