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Palmeiras encerra preparação para encarar o Goiás pelo Brasileirão

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Com o zagueiro Gustavo Gómez de volta da Seleção Paraguaia, o Palmeiras treinou na manhã desta quinta-feira (14), na Academia de Futebol, em sequência à preparação para o confronto com o Goiás, na sexta-feira (15), às 21h30, no Allianz Parque, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Após uma sessão de vídeo no auditório do centro de excelência, o elenco foi a campo para um trabalho tático posicional com ações específicas de ataque e defesa traçadas pela comissão. Gómez participou de todo o treino no campo, assim como Raphael Veiga, Piquerez e Richard Ríos, que retornaram da Data FIFA na quarta-feira (13).

De volta ao Verdão, Gustavo Gómez participou da atividade | Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O lateral-esquerdo começou entre os titulares nos dois jogos disputados pelo Uruguai no início das Eliminatórias da Copa do Mundo 2026, contra Chile e Equador. Caso entre em campo contra o Goiás, Piquerez alcançará a 11ª posição do ranking de estrangeiros com mais partidas pelo Palmeiras na história (soma 110 duelos contra 111 do boliviano Aragonés).

“Foi bom demais (o período com a Seleção do Uruguai). Fizemos uma boa estreia, ganhamos o primeiro jogo jogando bem (3 a 1 sobre o Chile). No segundo, na altitude, eles estão acostumados, foi mais difícil (2 a 1 para o Equador). Pessoalmente, fico feliz de poder jogar, de ganhar minutagem, e amanhã temos um grande jogo em casa”, disse o camisa 22.

Piquerez acredita ser possível recuperar o conteúdo tático trabalhado pelo clube nos últimos dias. “Hoje foi um treino mais analítico, estamos acostumados. O Abel sempre nos pede para fazermos o mesmo, mas melhor. Então nós, que estávamos representando nosso país, sabemos o que temos que fazer. Hoje, fizemos um bom treino e estamos preparados para amanhã”, destacou.

O lateral Joaquín Piquerez durante treinamento na Academia de Futebol | Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O Palmeiras está invicto há três jogos contra o Goiás (um empate e duas vitórias nos dois encontros mais recentes). No primeiro turno, a equipe goleou o rival por 5 a 0, com gols de Artur, Sidimar (contra), Raphael Veiga, Endrick e Dudu. O Verdão ocupa a vice-liderança do Brasileirão, com 41 pontos, dez a menos que o líder Botafogo.

“Respeitamos o Goiás, pois dentro de jogo não tem favorito. Cada jogo é especial, diferente. Temos de entrar ligados para fazer um bom jogo, poder somar mais três pontos e também servir de preparação. Esse mês é muito importante para nós, teremos jogos importantes, contra Goiás e Grêmio, que vem na parte de cima da tabela, e a semifinal da Libertadores contra o Boca, sem dúvida o jogo mais importante. Temos de chegar 100%”, finalizou o uruguaio.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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