Mato Grosso
Mato Grosso tem o 5º menor número de óbitos do país; taxa de letalidade é de 4%
Mato Grosso
Da Redação.
Com 10 óbitos em 250 casos contabilizados, Mato Grosso, cuja letalidade é de 4%, está entre os 13 Estados com as menores taxas registradas no país. O número representa menos de 60% da média nacional, de 6,8% (4.205 óbitos para 61.888 casos registrados no domingo, 26) e está bem abaixo dos 9,8% da Paraíba, que contabiliza 49 mortes em 499 casos.
Os dados do número de casos confirmados foram contabilizados com informações disponíveis no Boletim Informativo de domingo (26.04). A décima morte constará no boletim desta segunda-feira (27.04).
Em números de casos, Mato Grosso é o quarto menor do ranking nacional, atrás de Tocantins (58), com 1,572 milhão de habitantes; Sergipe (159), 2,298 milhões de habitantes; e Mato Grosso do Sul (234), 2,778 milhões habitantes.
Ocupa a quinta colocação em menor número de óbitos ao lado de Rondônia e atrás de Tocantins (2), Roraima (4), com 605 mil habitantes, Mato Grosso do Sul (7) e Sergipe (9).
O número de casos registrados em Mato Grosso representa 0,4% dos números nacionais. Do total no país, 21% dos contabilizados estão no Estado de São Paulo, que lidera as estatísticas brasileiras, com 20.715 infectados; seguido pelo Rio de Janeiro (7.111), Ceará (5.833) e Pernambuco (4.898). Amazonas, com 3.833 casos, Maranhão (2.223) e Bahia (2.209) são, respectivamente, quinto, sexto e sétimo do ranking nacional.
Quando se trata de óbitos, os números mato-grossenses representam 0,24% do total registrado no país e 0,59% dos 1.700 contabilizados no Estado de São Paulo, que também lidera neste quesito. Em segundo está o Rio de Janeiro, com 645 óbitos; seguido por Pernambuco, com 415; Ceará, com 327; e Amazonas, com 304.
Cinco Estados ultrapassam a média nacional de letalidade, que é de 6,8% – Paraíba (9,8%), Rio de Janeiro (9,1%), Pernambuco (8,5%), São Paulo (8,2%) e Amazonas (7,9%)
A região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) lidera em número de infectados, com 31.077 casos confirmados ou 50,2% do total, enquanto o Centro-Oeste registrou o menor número (2.123 ou 3,4%). No intervalo, estão Nordeste, com o segundo maior número de casos (17.531 ou 28,3%), Norte (7.600 ou 12,3%) e Sul (3.557 ou 5,7%).
Foto: SES-MT
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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