Esporte
Final do Brasileirão Feminino: Ferroviária e Corinthians reeditam confronto de 2019
Esporte
A Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), será o palco nesta quinta-feira (7) de um dos duelos mais aguardados do futebol feminino: a final do Brasileirão Feminino Neoenergia entre Ferroviária e Corinthians. O confronto marca o reencontro das equipes na grande final de 2019, quando a Ferrinha sagrou-se campeã após vencer as Brabas do Timão nos pênaltis, sendo o último time a vencer as alvinegras em uma final deste campeonato.
As equipes se enfrentaram nesta edição da competição. No entanto, o resultado foi diferente do de cinco anos atrás. Na partida, as Guerreiras Grenás acabaram derrotadas pelas Alvinegras por 4 a 1. Vic Albuquerque (duas vezes), Jaque Ribeiro e Jheniffer marcaram para o Corinthians, enquanto Aline Gomes descontou para as Afeanas.
Agora, a Ferrinha almeja o tricampeonato, enquanto as Brabas do Timão estão determinadas a defender o título e sagrarem-se pentacampeãs do Brasileirão.
As Brabas
O Corinthians chega à sua sétima decisão com um bom desempenho nesta edição. Na primeira fase, a equipe comandada por Arthur Elias liderou a tabela com 37 pontos. O time soma 12 vitórias, um empate (com o Real Brasília) e sofreu apenas duas derrotas (para Internacional e Kindermann). Além disso, as corintianas foram responsáveis pelo melhor ataque, com 53 gols marcados, e a melhor defesa, sofrendo apenas 8 gols.
Nas quartas de final, o Timão enfrentou o Cruzeiro, vencendo com um placar agregado de 6 a 3 (2×1 e 4×2). Nas semifinais, o time derrotou o Santos por 5 a 0 no placar agregado (3×0 e 2×0).
Final do Brasileirão Feminino: Ferroviária e Corinthians reeditam confronto de 2019
Guerreiras Grenás
A Ferroviária, por sua vez, teve uma trajetória um pouco mais desafiadora na primeira fase, terminando como a terceira melhor equipe com 34 pontos. Ao todo, foram 11 vitórias, um empate com o Cruzeiro e três derrotas para Corinthians, Flamengo e Palmeiras.
Nas quartas de final, as comandadas por Jéssica de Lima enfrentaram o Internacional, vencendo por 4 a 0 no placar agregado (1×0 e 3×0). Nas semifinais contra o São Paulo, mesmo após abrir uma vantagem de 3 a 1 no jogo de ida, a equipe sofreu uma derrota na volta por 2 a 0, levando a decisão para a disputa de pênaltis. A goleira Luciana foi o destaque da partida após defender duas cobranças, garantindo a vitória da Ferroviária por 3 a 1 e a vaga na final.
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Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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