Esporte
Santos perde para o América e se complica no Brasileirão
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Na tarde deste domingo (3), o Santos FC perdeu para o América-MG fora de casa, por 2 a 0, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
O time santista volta a campo no dia 14 de setembro, diante do Cruzeiro, na Vila Belmiro, às 19h00.
O jogo
O Santos chegou pela primeira vez aos 18 minutos. Jean Lucas recebe, corta para o meio e finaliza para fora, próximo a trave.
Dez minutos depois, Rodrigo Varanda abriu o placar para o time da casa.
Aos 32 minutos, Jean Lucas lança Mendoza dentro da área e o camisa 20 chuta para fora.
Lucas Lima recebe já dentro da área, aos 42 minutos, bate cruzado, a bola desvia na marcação e vai para linha de fundo.
No ataque seguinte, Marcos Leonardo recebe cruzamento, e sozinho, desvia de cabeça, mas perde a chance de empatar o jogo.
Já na segunda etapa, aos nove minutos, Juninho marcou o segundo do time da casa.
Jean Lucas recebe na entrada da área, limpa a marcação, aos 13 minutos, e bate forte, e a bola explode na trave esquerda.
Aos 33 minutos, novamente Jean Lucas tenta a finalização, mas a bola vai para fora.
No ataque seguinte, foi a vez do zagueiro João Basso tentar a finalização, mas a bola encontra o mesmo destino e sai pela linha de fundo.
FICHA TÉCNICA
América-MG 2 x 0 Santos FC
Local: Arena Independência, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Data: domingo, 3 de setembro de 2023
Horário: 18h30
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden
Assistentes: Leone Carvalho Rocha e Michael Stanislau
Cartões Amarelos: Javier Méndez (AFC); Tomás Rincón, Soteldo e Mendoza (SFC)
Cartão Vermelho: Soteldo (SFC)
Gols: Rodrigo Varanda aos 28min do primeiro tempo; Juninho aos 9min do segundo tempo.
Santos: João Paulo; Joaquim (Soteldo), João Basso, Alex Nascimento e Dodô Pires; Rodrigo Fernández (Júnior Caiçara) Tomás Rincón, Jean Lucas e Lucas Lima (Julio Furch); Mendoza (Weslley Patati), e Marcos Leonardo. Técnico: Diego Aguirre
América: Matheus Cavichioli; Mateus Henrique (Julio) Ricardo Silva, Iago Maidana e Danilo Avelar; Rodriguinho, Breno (Cazares), Juninho e Emmanuel Martínez; Felipe Azevedo (Javier Méndez) e Rodrigo Varanda (Renato Kayzer). Técnico: Fabián Bustos
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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