Esporte
Vasco arranca empate com Bahia no Brasileirão
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Durante o jogo de estreia de Payet, o Vasco conseguiu um empate por 1 a 1 contra o Bahia, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro em partida realizada na Fonte Nova.
No final do primeiro tempo, Ademir marcou o gol para o Bahia , mas Vegetti igualou o placar na segunda etapa através de um pênalti. Nos acréscimos, Jair foi expulso.
Com esse empate, o Bahia soma 22 pontos e ocupa a 16ª posição na tabela do campeonato, enquanto o Vasco chega aos 17 pontos e permanece em 18º lugar, à frente apenas do América-MG e Coritiba.
Jogando em casa, o Bahia dominou a posse de bola no primeiro tempo, criando boas oportunidades, porém falhando nas finalizações.
Por sua vez, o Vasco apostou em contra-ataques e se mostrou mais perigoso no segundo tempo, especialmente após a entrada de Marlon Gomes, outro meio-campista.
Foi Marlon quem sofreu a penalidade cometida por Gilberto, resultando no gol de empate marcado por Vegetti, com uma finalização precisa que venceu o goleiro Marcos Felipe.
Após o gol vascaíno, o jogo esfriou e as duas equipes não conseguiram criar grandes chances de perigo.
Nos acréscimos, Jair foi expulso por acertar o braço em Luciano Juba.
FICHA TÉCNICA
BAHIA 1 X 1 VASCO
22ª RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data e horário: domingo (03 de setembro), às 18h30 (Brasília)
Árbitro: Ramon Abatti Abel (Fifa-SC)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Alex dos Santos (SC)
Árbitro de Vídeo (VAR): Wagner Reway (Fifa-PB)
Gols: Ademir (44′ do 1ºT) e Vegetti (17′ do 2ºT);
Cartões Amarelos: Gilberto e Vitor Hugo (BAH); Léo e Gary Medel (VAS);
Cartões Vermelhos: Jair (VAS).
BAHIA: Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, Vitor Hugo e Camilo Cándido; Rezende (Lucas Mugni – 39′ do 2ºT), Thaciano e Léo Cittadini (Biel – 15′ do 2ºT); Ademir (Vitor Jacaré – 32′ do 2ºT), Everaldo e Rafael Ratão (Luciano Juba – 39′ do 2ºT). Técnico: Renato Paiva
VASCO: Léo Jardim; Robson (Puma Rodríugez – 15′ do 2ºT), Maicon, Léo e Lucas Piton; Gary Medel (Jair – 33′ do 2ºT), Praxedes (Marlon Gomes – Intervalo) e Paulinho; Serginho (Sebastián – Intervalo), Gabriel Pec (Dimitri Payet – Intervalo) e Vegetti. Técnico: Ramon Díaz
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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