Política
CST da Cultura ouve representantes do segmento
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Em formato de audiência pública, representantes do setor cultural mato-grossense e membros da Câmara Setorial Temática da Cultura da Assembleia Legislativa debateram melhorias que garantam efetivo desenvolvimento da área. O encontro foi conduzido pelo presidente da CST, deputado Beto Dois a Um (PSB), que destacou a necessidade de debater amplamente as questões relacionadas à cultura e implementar políticas públicas continuadas.
“Hoje temos aqui um fórum muito bacana, muito qualificado. A cultura começa a participar de forma efetiva e nós estamos aqui para ouvir e colher as demandas. A câmara setorial vai servir para revisitar o que não está funcionando e implementar o que ficou de fora. A partir das próximas reuniões, vamos formar grupos de trabalho reduzidos, setorizados, para começarmos a buscar o que a gente deseja para a próxima lei de incentivo à cultura que pretendemos apresentar na Assembleia Legislativa”, anunciou o parlamentar.
A escritora Luciene Carvalho apontou a falta de incentivo para a literatura e as dificuldades para distribuição e venda de livros como alguns dos principais entraves enfrentados por aqueles que vivem da escrita em Mato Grosso. Reivindicou ainda o cumprimento de leis já aprovadas no estado, mas que, na prática, não estão sendo implementadas.
Presidente da Academia de Artes Ciências e Letras do Brasil (ACILBRAS) em Mato Grosso, a escritora e poetisa Jacy Proença destacou o valor da literatura como instrumento de transformação frisou a relevância da cultura também para a economia do estado.
“A cultura precisa ocupar o espaço devido, principalmente quando se fala em estrutura. Precisamos consolidar a concepção de que, quando se trata de cultura, também se trata de economia, de um setor que gera emprego, que gera renda, e isso tem que estar explicitado nessa nova proposta que vai ser construída e que vamos apreciar”, defendeu.
O diretor e produtor cultural Perseu Azul manifestou insatisfação em relação à inclusão de alguns municípios do interior na chamada Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá em editais de cultura. Em sua avaliação, ao serem considerados como pertencentes à região, municípios como Chapada dos Guimarães, Acorizal, Livramento e Santo Antônio de Leverger, entre outros, acabam sendo prejudicados.
“Por conta disso, esses municípios acabam concorrendo com a Capital em pé de igualdade, quando, na verdade, não há igualdade de condições. Fazendo uma leitura cuidadosa da Lei 359/2009, com atenção especial ao artigo 5º, o entendimento é de que devemos tratar como interior tudo aquilo que não é Capital”, argumentou.
Helena Maria da Costa, gerente de Livro e Literatura da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), ressaltou a importância de investir nas bibliotecas públicas de todo o estado. Segundo ela, em Mato Grosso há 156 unidades, no entanto 30% delas estão fechadas por falta de recursos públicos.
A realização de concurso público para preenchimento de cargos técnicos na área foi outra demanda apresentada durante o debate. “É preciso que haja profissionais da cultura concursados, que permaneçam para que tenhamos projetos culturais de longo prazo, e não apenas eventos”, salientou Clóvis Arantes, representante do movimento LGBTQIA+ em Mato Grosso.
O deputado Beto Dois a Um reiterou a necessidade de realização de certame na área da cultura e afirmou que apresentará a demanda ao governador Mauro Mendes.
O secretário de estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves, destacou o interesse da gestão em ouvir os representantes do segmento e buscar soluções conjuntas e apontou alguns dos avanços já conquistados.
“A gente tem trabalhado muito para simplificar os processos. Hoje, por exemplo, para ter acesso a um programa, você só precisa estar com as suas certidões em dia e fazer a apresentação da sua documentação básica que a burocracia estatal nos exige. Então, nós temos feito de tudo para simplificar os nossos processos e simplificar os nossos editais para que todos tenham acesso e isso tem surgido muito efeito. Para se ter uma noção, o nosso último edital, 69% dos contemplados nunca tinham recebido recurso público”, disse.
Jandeivid Moura, secretário-adjunto de Cultura, afirmou que o governo está trabalhando para entregar os editais da Lei Paulo Gustavo e que a construção de uma nova política para a cultura do estado está entre os principais desafios da atual gestão.
“A lei que temos hoje é de 2016. De 2016 para 2023 muita coisa mudou e nossa ideia nessa câmara setorial é construir o novo marco regulatório da cultura do estado”, declarou.
Fonte: ALMT – MT
Política
Debate aponta falta de pessoal no TRT-2 e possibilidade de nomear concursados
A falta de pessoal no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, de São Paulo, foi tema de debate na Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta terça (18). Esse tribunal, também chamado de TRT-2, é o maior tribunal regional do trabalho do Brasil.
A deputada federal Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), que conduziu a reunião, disse que o TRT-2 possui um déficit de 488 servidores — e que, por isso, é preciso nomear concursados.
Ela destacou que o TRT-2 responde por 19% dos processos trabalhistas do país e acumula quase 1 milhão de processos pendentes.
Acesso à Justiça
Ao defender a convocação imediata de concursados, a deputada afirmou que as nomeações estão previstas na Lei Orçamentária de 2026. Ela também ressaltou que a falta de pessoal compromete o acesso à Justiça, especialmente para populações vulneráveis.
— A convocação dos concursados é urgente. A efetividade do TRT-2 importa porque ele tutela direitos de natureza alimentar e enfrenta violações que incidem com mais intensidade sobre as populações mais vulneráveis. O déficit de pessoal compromete a capacidade de resposta à sociedade — salientou Luciene.
Adoecimento
Integrante da comissão de aprovados no último concurso do TRT-2, Fernanda Coimbra de Lima declarou que a falta de servidores nesse órgão aumenta a sobrecarga laboral e o número de adoecimentos, “justamente numa casa que deveria zelar pelo ambiente de trabalho”.
— Isso resvala no cidadão, que é afetado com uma demora processual; na empresa, que vive numa incerteza constante; no advogado, que não sabe quando o processo vai findar e quando receberá seus honorários. Há uma gama de entes afetados. A Justiça do Trabalho não pode ser abandonada — protestou ela.
O TRT-2
De acordo com o próprio TRT-2, a jurisdição desse tribunal abrange 46 municípios, incluindo a cidade de São Paulo.
O órgão também informa que possui 217 varas do trabalho, 92 desembargadores, 512 juízes e 5.319 servidores, além de estagiários e profissionais terceirizados.
O debate na CMO, nesta terça-feira, também contou com a participação do deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP); da representante do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário de São Paulo, Camila Gradim; e da coordenadora-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal, Luciana Carneiro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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