Esporte
Palmeiras empata com Deportivo Pereira e avança à semifinal da Libertadores
Esporte
O Palmeiras jogou com cautela e conseguiu um empate sem gols contra o Deportivo Pereira no Allianz Parque, garantindo sua vaga na semifinal da Libertadores após ter construído uma vantagem de quatro gols no jogo de ida contra os colombianos.
Essa é a quarta vez consecutiva que o Palmeiras chega entre os quatro melhores times do torneio da Conmebol. Nos anos de 2020 e 2021, a equipe paulista conquistou o título, mas no ano passado foi eliminada pelo Athletico.
Essa classificação também estabelece um novo recorde para o Palmeiras, sendo a equipe brasileira que mais vezes chegou à semifinal do torneio, acumulando agora 11 participações. Isso supera Grêmio e São Paulo, que têm dez cada.
Na próxima fase, o Palmeiras enfrentará um time argentino antes de uma possível final. Boca Juniors e Racing estão disputando a outra vaga na semifinal, enquanto Inter, Fluminense e Olimpia completam o outro lado da chave.
No primeiro tempo, o Palmeiras jogou em um ritmo mais lento, assim como o adversário, e mesmo atuando com três zagueiros, a equipe brasileira não conseguiu exercer pressão sobre os colombianos. Houve um susto com um chute na trave, mas nenhum dos times conseguiu marcar gol antes do intervalo.
Na segunda etapa, o Palmeiras melhorou um pouco seu desempenho, mas não conseguiu marcar contra os colombianos. Quintero, do Deportivo Pereira, foi expulso após cometer faltas consecutivas em Endrick.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0x0 DEPORTIVO PEREIRA
Data e horário: 30 de agosto de 2023, às 21h30 (de Brasília)
Motivo: volta das quartas de final da Libertadores
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Árbitro: Cristian Garay (CHI)
Assistentes: Claudio Urrutia (CHI) e Juan Serrano (CHI)
VAR: Angelo Hermosilla (CHI)
Cartões amarelos: Murillo, Bocanegra, Quintero (DPE)
Cartões vermelhos: Quintero (DPE)
Gols: não houve
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Mayke), Luan, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez (Vanderlan); Zé Rafael, Richard Ríos e Raphael Veiga (Artur); Rony (Endrick) e Flaco López (Kevin). Técnico:Abel Ferreira
DEPORTIVO PEREIRA: Quintana; Monroy, Garcés, Quintero, Ramírez e Fory; Zuluaga, Murillo (Congo) e Bocanegra (Medina); Balboa (Perea) e Rodríguez (Valencia). Técnico: Alejandro Restrepo
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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