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Palmeiras vence o Vasco e segue na “captura” do Botafogo no Brasileirão

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Com um golaço de Raphael Veiga, o Palmeiras venceu o Vasco da Gama por 1 a 0, neste domingo (27), no Allianz Parque, e se isolou como clube com mais vitórias na história do Campeonato Brasileiro: 698 triunfos desde 1959, um a mais do que o São Paulo, segundo colocado.Desde 2014, somando dez edições do Nacional, o Verdão é o time que mais pontua: 635 pontos contra 630 do Flamengo e 594 do Atlético-MG.

O Alviverde, aliás, só foi derrotado quatro vezes nos últimos 44 jogos de Campeonato Brasileiro (somando 26 vitórias e 14 empates). Na atual edição, o Palmeiras é o segundo que menos perdeu (três derrotas, uma a mais que o Botafogo), tem o segundo melhor ataque (37 gols, atrás do Botafogo, com 38), a segunda melhor defesa (17 gols sofridos, seis a mais do que o Botafogo) e o segundo melhor saldo de gols (20, sete a menos do que o Botafogo).

Como mandante, o Palmeiras só foi derrotado uma vez nos últimos 21 jogos de Brasileiro (somando 16 vitórias e quatro empates). Nos últimos 41 jogos como mandante, por qualquer competição, foram apenas duas derrotas, com 30 vitórias, nove empates, com 83 gols marcados e 24 gols sofridos.

Além disso, com cinco partidas consecutivas sem sofrer gols (Atlético-MG, Cruzeiro, Cuiabá, Deportivo Pereira-COL e Vasco da Gama), o Palmeiras igualou a sequência de cinco balizas a zero de fevereiro e março de 2022,quando passou ileso por Inter de Limeira, Athletico-PR, Guarani, São Paulo e Santos.

O Verdão também alcançou dez jogos de invencibilidade contra o Vasco (seis vitórias e quatro empates). Dentre os considerados 12 principais clubes do país, o Vasco é o segundo com maior desvantagem no confronto direto com o Palmeiras: são 30 vitórias a mais do Maior Campeão do Brasil, que só tem desempenho melhor contra o Santos, com 44 vitórias a mais.

FICHA TÉCNICA
Palmeiras 1 x 0 Vasco

Data: 27/08/2023 (domingo)
Horário: 18h30 (de Brasília)
Competição: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Leone Carvalho Rocha (GO)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Robson Bambu, Zé Gabriel (VAS), Richard Ríos, Luan (PAL)
Cartões vermelhos: –
Gols: Raphael Veiga (19’/2°T)

Palmeiras: Weverton; Mayke, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Gabriel Menino (Luan), Richard Ríos (Fabinho) e Raphael Veiga; Artur (Marcos Rocha), Dudu (Breno Lopes) e Rony (Flaco López). Técnico:

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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