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São Paulo perde da LDU, mas gol de Lucas dá esperança na Sul-americana

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O São Paulo estava sendo dominado pela LDU e perdia por 2 a 0 até o final do segundo tempo, mas Lucas conseguiu reduzir a desvantagem na altitude de 2.800 metros de Quito.

Com o placar final de 2 a 1, renovou a esperança de classificação do time brasileiro para a semifinal da Sul-Americana. Jhojan Julio, ex-Santos, e Ibarra foram os outros autores dos gols da partida.

Esse resultado acaba com uma invencibilidade de quatro jogos da equipe de Dorival Júnior, que agora precisa tirar uma desvantagem de pelo menos dois gols para ter chances de se classificar no torneio da Conmebol.

LDU e São Paulo voltam a se enfrentar na próxima quinta-feira (31) e, em caso de empate no placar agregado, a disputa será decidida nos pênaltis. O vencedor enfrentará o Botafogo ou o Defensa y Justicia.

No jogo, os equatorianos dominaram o primeiro tempo do início ao fim. Jhojan Julio e Ibarra marcaram contra um adversário quase inofensivo, que não conseguiu chutar a gol até o intervalo. Rafael, goleiro do São Paulo, evitou o pior ao fazer pelo menos três boas defesas.

Na segunda metade, o São Paulo melhorou um pouco enquanto o ritmo da LDU diminuía, e marcou com Lucas, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1.

Os mandantes continuaram pressionando e, antes dos dez minutos, tiveram duas chances claras para ampliar o placar. Primeiro, Maurício Martínez obrigou o goleiro adversário a fazer uma boa defesa em um chute cruzado, e na jogada seguinte, Guerrero quase marcou após um cruzamento de Ibarra pela ponta direita.

Ibarra ampliou o sofrimento do São Paulo. Pressionando o São Paulo, a LDU marcou o segundo gol com facilidade aos 24 minutos. Jhojan Julio ganhou no corpo a corpo com Rafinha e, com liberdade, fez um passe lindo para Ibarra, que se infiltrou por trás de Beraldo, deslocou Rafael e garantiu o 2 a 0.

O treinador do São Paulo, que havia perdido Beraldo por lesão nos acréscimos do primeiro tempo, retornou para o segundo tempo com Luan no lugar de Gabriel Neves para bloquear as investidas rápidas da LDU.

Lucas tenta chutar. Com o ritmo diminuindo por parte dos equatorianos, a primeira finalização dos visitantes aconteceu aos seis minutos do segundo tempo, quando Lucas recebeu um passe de Nestor e, mesmo estando fora da área, tentou chutar. No entanto, a bola passou ao lado do gol defendido por Domínguez.

Mudanças e mais finalizações. Com uma pressão menor, Dorival substituiu os jogadores exaustos Rato e Nestor e colocou Michel Araújo e o atacante Luciano em campo. Foi justamente Luciano quem deu um novo ânimo à equipe e assustou o goleiro da LDU com um chute de longa distância. Calleri, de cabeça, também chegou perto de diminuir a desvantagem.

O São Paulo transformou sua melhora em gol aos 35 minutos, quando Luciano avançou pelo meio e encontrou Lucas em diagonal. O camisa 7, como um típico centroavante, superou Domínguez já na entrada da área e diminuiu a diferença: 2 a 1.

Rafael evita o pior. Nos acréscimos, o goleiro brasileiro ainda evitou o terceiro gol da LDU ao espalmar um chute forte de Quiñónez, coroando uma grande atuação individual antes do apito final.

FICHA TÉCNICA
LDU 2×1 SÃO PAULO

Data e horário: 24 de agosto de 2023, às 19h (de Brasília)
Motivo: ida das quartas de final da Sul-Americana
Local: Rodrigo Paz Delgado (Casa Blanca), em Quito (EQU)
Árbitro: Jhon Ospina (COL)
Assistentes: Dionisio Ruiz (COL) e Jhon Leon (COL)
VAR: Jhon Perdomo (COL)
Cartões amarelos: Rafinha, Beraldo, Luan (SPO)
Cartões vermelhos: não houve
Gols: Jhojan Julio (LDU), aos 2 min do 1° tempo; Ibarra (LDU), aos 24 min do 1° tempo; Lucas (SPO), aos 35 min do 2° tempo

LDU: Domínguez; Quintero, Adé, Rodríguez e Quiñónez; Piovi, Maurício Martínez (Alvarado), González, Ibarra (Alzugaray) e Jhojan Julio; Paolo Guerrero (Angulo). Técnico: Luis Zubeldía

SÃO PAULO: Rafael; Rafinha, Arboleda, Beraldo (Alan Franco) e Welington; Gabriel Neves (Luan), Alisson (James Rodríguez), Nestor (Michel Araújo) e Wellington Rato (Luciano); Lucas e Calleri. Técnico: Dorival Júnior

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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