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Inter vence Bolívar e se aproxima da semi da Libertadores

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O Internacional teve uma vitória difícil, mas importante, sobre o Bolívar por 1 a 0 hoje (22), no Hernando Siles, em La Paz, na Bolívia, aproximando-se da semifinal da Libertadores.

Enner Valencia marcou o único gol da partida aos 15 minutos do primeiro tempo. Com essa vitória, o Inter pode empatar em casa na próxima semana e ainda assim avançar para a semifinal da Libertadores. Se perder por um gol de diferença, a vaga será decidida nos pênaltis.

As equipes se enfrentarão novamente, desta vez no Beira-Rio, na próxima terça-feira (29), às 19h (horário de Brasília), pelo jogo de volta das quartas de final da Libertadores. Antes disso, o Inter enfrentará o Flamengo no Maracanã, às 18h30 (horário de Brasília), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Bolívar começou a partida um pouco superior ao Inter, buscando intensidade e pressionando, enquanto a equipe brasileira tentava controlar o ritmo do jogo. Apesar de ter mais posse de bola, os bolivianos não conseguiram ameaçar o goleiro Rochet.

O Inter equilibrou a partida e foi eficiente ao marcar o gol de Valencia. O time de Eduardo Coudet superou o forte início dos bolivianos e se mostrou sólido defensivamente quando foi atacado. No final do primeiro tempo, o Bolívar pressionou, mas não conseguiu finalizar com perigo.

No segundo tempo, o Internacional teve controle do jogo, trocando passes e levando a bola ao campo de ataque com facilidade. Enquanto isso, o Bolívar não conseguia escapar da marcação brasileira.

O Bolívar melhorou após a entrada de Uzeda, pressionando o Inter e criando boas chances de gol, mas acertou a trave e parou nas defesas de Rochet.

FICHA TÉCNICA
Bolívar 0x1 Internacional

Data: 22/08/2023
Hora: 19h (de Brasília)
Local: Hernando Siles, em La Paz, na Bolívia
Competição: Jogo de ida das quartas de final da Libertadores
Árbitro: Darío Herrera (ARG)
Assistentes: Ezequiel Brailovsky (ARG), Gabriel Chase (ARG)
VAR: Germán Delfino (ARG)
Cartões amarelos: Villamíl, Bentaberry (BOL); Renê, Mercado (INT)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gol: Enner Valencia (INT)

Bolívar: Lampe, Bejarano, Bentaberry, Nicólas Ferreyra (Uzeda), José Sagredo; Justiniano (Villarroel), Villamil (Saucedo), Bruno Sávio; Francisco da Costa, Pato Rodríguez (Algarañaz), Ronnie Fernández. Técnico: Beñat San José

Internacional: Rochet, Bustos (Gabriel), Vitão, Mercado, Nicolás Hernández, Renê; Johnny, Aránguiz (Bruno Henrique), Alan Patrick (Igor Gomes); Wanderson (De Pena), Enner Valencia (Luiz Adriano). Técnico: Eduardo Coudet

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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