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Cuiabá não consegue segurar o Palmeiras na Arena Pantanal

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O Palmeiras venceu o Cuiabá por 2 a 0, neste sábado (19), na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT), pelo Campeonato Brasileiro, e alcançou o topo da lista de clubes com mais vitórias na história do Nacional: 697 triunfos, ao lado do São Paulo. Nas últimas dez edições do Brasileirão, o Palmeiras é o clube que mais pontua: 632 pontos desde 2014 contra 626 do Flamengo e 591 do Atlético-MG.

O Palmeiras, só foi derrotado quatro vezes nos últimos 43 jogos de Campeonato Brasileiro (somando 25 vitórias e 14 empates). Como visitante, o time palestrino só foi derrotado três vezes nos últimos 32 jogos de Brasileiro (são 15 vitórias, 14 empates, uma derrota em 2022 e duas derrotas em 2023).

Além disso, o Cuiabá se tornou a equipe do atual Mato Grosso que o Palmeiras mais enfrentou na história: seis duelos, superando as cinco partidas contra o Operário de Várzea Grande (cinco vitórias). O Verdão também segue sem ser derrotado no Mato Grosso, somando oito vitórias (duas delas sobre o Cuiabá) e um empate (também contra o Cuiabá).

O JOGO

Apesar de jogar fora de casa, o Palmeiras mostrou a sua força e venceu o Cuiabá por 2 a 0, na Arena Pantanal. O primeiro gol da partida saiu aos 31 minutos do primeiro tempo com Raphael Veiga, após um ótimo cruzamento do zagueiro Luan. Já na segunda etapa, Richard Ríos fez um golaço e deu números finais ao confronto.

Ficha Técnica
Cuiabá 0 x 2 Palmeiras

Competição: Brasileirão (20ª rodada).
Local: Arena Pantanal, Cuiabá (MT).
Data e hora: sábado (19), às 18h30 (de Brasília).
Árbitro: André Luiz Bento.
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Ricardo Junio de Souza.
Cartões amarelos: Piquerez, Raphael Veiga, Luan, Murilo, Zé Rafael e Jhon Jhon (Palmeiras); Allan, Marllon, António Oliveira (Cuiabá).

Gols: Raphael Veiga, aos 30 minutos do primeiro tempo; Richard Ríos, aos 20 minutos do segundo tempo.

Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Murilo e Piquerez (Mayke); Zé Rafael (Fabinho), Richard Ríos e Raphael Veiga (Jaílson); Artur (Breno Lopes), Jhon Jhon e Flaco López (Rony). Técnico:Abel Ferreira.

Cuiabá: Walter; Matheus Alexandre, Marlon, Allan (Filipe Augusto), Rikelme; Raniele, Fernando Sobral (Lucas Mineiro) e Ceppelini (Denilson); Clayson (Wellington Silva), Jonathan Cafu (Derik) e Deyverson. Técnico: António Oliveira.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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