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Flamengo supera crise, vence o Grêmio e está na final da Copa do Brasil

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O Flamengo superou os problemas internos recentes e venceu o Grêmio por 1 a 0 no Maracanã, garantindo sua vaga na final da Copa do Brasil pelo segundo ano consecutivo. O gol da partida foi marcado por Arrascaeta em um pênalti.

No primeiro tempo, o Grêmio teve mais iniciativa ofensiva, especialmente pelos lados do campo. No entanto, o Flamengo também conseguiu criar perigo ao gol adversário.

Na segunda etapa, os mandantes seguraram a pressão e foram eficientes, aproveitando um pênalti marcado após uma jogada de mão do zagueiro Rodrigo Ely. Arrascaeta converteu a penalidade e marcou o único gol do jogo.

Destaque para uma grande defesa do goleiro do Grêmio no início da partida, evitando um gol do Flamengo. O time visitante também teve uma boa chance de marcar, mas o goleiro do Flamengo fez uma boa defesa.

O Grêmio desperdiçou algumas oportunidades no segundo tempo, com Suárez e Ferreira, que acertou a trave. As equipes fizeram várias substituições durante o jogo.

O Flamengo se beneficiou de um pênalti em um lance de bola alta, após revisão do VAR, e Arrascaeta converteu a cobrança, garantindo a vitória por 1 a 0.

Data e horário: 16 de agosto de 2023, às 21h30 (de Brasília)
Motivo: volta da semifinal da da Copa do Brasil
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE)
VAR: Wagner Reway (PB)
Cartões amarelos: Erick Pulgar, Fabrício Bruno, Gerson, Luiz Araújo (FLA); João Pedro, Rodrigo Ely, JP Galvão (GRE)
Cartões vermelhos: não houve
Gols: Arrascaeta (FLA), aos 28 min do 2° tempo

FLAMENGO: Matheus Cunha; Varela (Matheuzinho), Fabrício Bruno, Léo Pereira e Filipe Luís; Erick Pulgar (Allan), Victor Hugo (Thiago Maia), Gerson e Arrascaeta; Bruno Henrique (Pedro) e Gabigol (Luiz Araújo). Técnico: Jorge Sampaoli

GRÊMIO: Gabriel Grando; João Pedro, Rodrigo Ely, Bruno Alves e Reinaldo. Villasanti, Carballo (Pepê), Cristaldo (JP Galvão), Bitello (Besozzi) e Ferreira (Iturbe); Suárez. Técnico: Renato Gaúcho

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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