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Athletico-PR vence o Cuiabá e entra no G6 do Brasileirão
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Na Ligga Arena, o Athletico-PR brilha ao vencer o Cuiabá por 2 a 0 no encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Canobbio e Zapelli foram os responsáveis pelos gols, marcados aos 45 minutos do primeiro tempo e aos 38 minutos da etapa final, respectivamente.
Com a vitória, o Furacão alcançou 31 pontos e conquistou a sexta colocação na tabela, ultrapassando o Fluminense. Já o Cuiabá permaneceu em oitavo lugar, com 28 pontos. O próximo desafio do time será contra o Palmeiras, em casa, no sábado (19), às 18h30 (horário de Brasília). Enquanto isso, o Athletico enfrentará o Goiás na segunda-feira (21), às 20h, encerrando a 20ª rodada.
O primeiro tempo foi morno e a arbitragem, estreante na Série A, recebeu reclamações de ambos os lados. O árbitro Arthur Gomes Rabelo assinalou muitas faltas, demorou a mostrar cartões e perdeu o controle da partida.
No entanto, apesar das dificuldades, o Athletico se destacou e abriu o placar pouco antes do intervalo. Khellven cruzou perfeitamente para Canobbio, que marcou de cabeça.
No início da segunda etapa, Vidal teve um gol anulado após revisão no VAR, por suposto toque de mão na bola. O árbitro invalidou o gol após ser chamado ao monitor.
Mesmo assim, o time da casa continuou pressionando e ampliou a vantagem com um gol do estreante Zapelli, que substituiu Vidal.
FICHA TÉCNICA
ATHLETICO-PR 2 X 0 CUIABÁ
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 15 de agosto de 2023, terça-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Arthur Gomes Rabelo (ES)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Marcelo Van Gasse (SP)
VAR: Rodrigo Ferreira do Amaral (SP)
Cartões amarelos: Cacá, Erick, Fernandinho, Canobbio e Thiago Heleno (Athletico-PR); Rikelme, Deyverson e Alan Empereur (Cuiabá)
Gols: Cannobio, aos 44? do 1T, e Zapelli, aos 36? do 2T (Athletico-PR)
ATHLETICO-PR: Bento; Khellven (Madson), Cacá, Thiago Heleno e Esquivel; Fernandinho, Erick (Hugo Moura) e Vidal (Zapelli); Canobbio, Vitor Bueno (Cuello) e Vitor Roque (Pablo). Técnico: Wesley Carvalho
CUIABÁ: Walter; Alysson (Felipe Augusto), Marllon, Empereur e Rikelme (Uendel); Raniele, Fernando Sobral (Lucas Mineiro) e Ceppelini; Jonathan Cafú (Derik Lacerda), Clayson e Deyverson. Técnico: António Oliveira
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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