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Grêmio derrota o Fluminense e volta a vice-liderança do Brasileirão

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O Grêmio entrou em campo na tarde deste domingo, 13,  na Arena, para enfrentar o Fluminense, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com gols de Bitello e Ferreira, o Tricolor bateu a equipe carioca por 2 a 1, somando três pontos na competição, resultado este que deixar a equipe de Renato Portaluppi na vice-liderança, com 33 pontos.

A partida começou movimentada, com chances criadas pelos dois lados. O Fluminense ameaçou com uma enfiada de bola de Samuel Xavier para Cano, que chutou cruzado, obrigando Gabriel Grando a fazer grande defesa. Mas o Tricolor respondeu com um lance de Suárez para Ferreira, que acionou Bitello mais à direita. O meia cruzou na pequena área, mandando forte demais, impossibilitando o camisa 9 alcançar.

Com maior posse de bola, os visitantes seguiram impondo seu ritmo nos espaços que o Grêmio acabava por dar. Aos 12’, chegaram novamente com perigo, quando Keno, de frente para Grando, mandou a gol, mas o goleiro gremista segurou. A resposta do time de Renato Portaluppi veio de imediato, com Ferreira chutando no canto esquerdo, mas Fábio também bloqueou.

A pressão adversária resultou em gol aos 19 minutos de bola rolando, quando Keno recebeu na esquerda e mandou na área. Cano se antecipou à zaga e desviou para o fundo das redes.

O Grêmio não se abalou e conseguiu igualar a contagem aos 24’, com Bitello, que recebeu um passe dentro da área de Suárez e chutou cruzado na saída do goleiro, sem chances de defesa, empatando o jogo na Arena. Quase que o Tricolor ampliou aos 34’, com Suárez acionado na área, mas o uruguaio foi flagrado em posição de impedimento e o lance anulado.

A equipe carioca teve nova chance em bola parada, com uma cobrança de falta da entrada da área: Arias cobrou em curva, mandando por sobre a meta.

E a virada veio. Após boa trama pela direita, a bola chegou a Ferreira dentro da área, que recebeu, cortou para a perna direita e finalizou, mandando no canto direito do gol adversário. Grêmio 2 a 1, com 45 minutos jogados.

Na etapa complementar, o Tricolor iniciou pressionando, tanto que criou uma boa chance logo aos 6’, quando Suárez tramou com João Pedro Galvão, mas a zaga fez o corte. Na sequência, depois de recuperar a bola no erro adversário, Ronald teve a chance de finalizar, mas perdeu o ângulo e acionou o uruguaio, que finalizou – o goleiro carioca defendeu. Outra boa chance gremista nasceu pela direita, com um cruzamento de Fábio. Suárez tentou desviar, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Aos 22’, em lance de contra-ataque, Bitello deu um passe para Ronald que saiu em velocidade e cruzou, mas a bola bateu no defensor e saiu. Na sequência, foi a vez de Pepê arriscar, batendo de longe, mas para fora.

Mas em uma das chegadas adversárias ao ataque, Cano foi acionado novamente na boca do gol e mandou para as redes – o lance foi anulado por impedimento de Keno, na origem da jogada. Logo de imediato, o mesmo aconteceu com os gremistas. Depois de um cruzamento da esquerda, Martinelli desviou, enganando o goleiro Fábio – a bola acabou no gol, mas o lance foi anulado pelo VAR, analisando a posição de Suárez, que participou da jogada. Segundo arbitragem, impedido.

Com o resultado, o Grêmio soma três pontos e chega a 33 na competição, reassumindo a vice-liderança.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO 2 X 1 FLUMINENSE

Competição: Série A do Campeonato Brasileiro – 19ª rodada
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Dia e hora: 13 de agosto, domingo, às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima (PE)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (SC) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (Fifa/SP)

Cartões amarelos: Villasanti, Fábio, Suárez (GRE); Samuel Xavier, Marlon, Fernando Diniz, Daniel, André (FLU)
Gols: Cano, aos 18’/1ºT, para o Fluminense; Bitello, aos 24’/1ºT, e Ferreirinha, aos 45’/1ºT, para o Grêmio

Grêmio: Gabriel Grando; Fábio (João Pedro), Bruno Alves, Rodrigo Ely e Reinaldo; Villasanti, Ronald (Lucas Besozzi), Bitello (Luan) e Ferreira (Gustavo Martins); João Pedro Galvão (Pepê) e Suárez. Técnico: Renato Gaúcho.

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Nino, Marlon (Martinelli) e Marcelo (Diogo Barbosa); André, Daniel (Leo Fernández) e Ganso (Yony González); Arias, Cano e Keno. Técnico: Fernando Diniz.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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