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Atlético vence o Bahia no Mineirão pela 19ª rodada do Brasileiro

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Vitória Atleticana no Mineirão, sobre o Bahia, por 1 a 0, neste domingo (13), no Mineirão, no dia dos pais, com gol do atacante Paulinho, aos três minutos do segundo tempo, foi a segunda vitória consecutiva do Galo na competição. Com o triunfo, o Galo chegou a 27 pontos na tabela de classificação.

Antes do início da partida, no vestiário, os jogadores foram surpreendidos. As camisas estavam com o nome de cada pai, além de um espaço que os filhos utilizaram para deixar um recado.

JOGO

A primeira chance do jogo foi da equipe baiana. Ademir arriscou de fora da área, e Everson, que completou 200 jogos pelo Clube, segurou firme.

O Galo chegou com perigo pela primeira vez aos 13 minutos, chute de Paulinho de fora. Marcos Felipe espalmou.

O Atlético teve mais uma chance na primeira etapa, quando Pavon invadiu a área e chutou rasteiro.

2ºTempo

No começo da etapa complementar, Igor Gomes achou Hulk, que deixou Paulinho em ótima condição para marcar o 16º dele na temporada.

Após o gol Atleticano, a partir ficou mais movimentada. Everson fez grande defesa em chute de Ademir. Dois minutos depois o Galo quase ampliou, quando Arana bateu forte cruzado.

Aos 16, no contra-ataque, Pavon teve uma boa chance. Seis minutos depois, o goleiro da equipe adversária fez grande defesa na finalização de Paulinho, impedindo o segundo gol do Galo.

Guilherme Arana teve a última chance do jogo aos 45 minutos.

FICHA TÉCNICA

Atlético 1 x 0 Bahia
Data: 13/08/2023
Local: Mineirão
Hora: 11h (de Brasília)
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (Fifa-DF)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Lehi Sousa Silva (DF)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Cartões amarelos: Otávio (CAM), Pavón (CAM), Biel (BAH),
Gols:
 Paulinho (CAM), aos 3′ do 2º tempo (1-0)

Atlético: Éverson, Mariano, Maurício Lemos, Jemerson e Arana, Otávio (Alan Franco), Battaglia (Edenilson) e Igor Gomes (Patrick), Pavon, Hulk e Paulinho (Réver). Técnico: Felipão.

Bahia: Marcos Felipe, Gilberto, Kanu, Vitor Hugo e Marcos Cândido, Rezende (Yago Felipe), Thaciano (Léo Cittadini) e Cauly, Ademir, Everaldo (Vinícius Mingotti) e Ratão (Vitor Jacaré). Técnico: Renato Paiva.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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