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São Paulo vence San Lorenzo e avança para as quartas de final da Sul-Americana

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O Tricolor está classificado para as quartas de final da CONMEBOL Sul-Americana! Nesta quinta-feira (10), mais de 51 mil torcedores estiveram no Morumbi para acompanhar a vitória do São Paulo por 2 a 0 diante do San Lorenzo-ARG, pelo jogo de volta das oitavas de final da CONMEBOL Sul-Americana. Os gols foram marcados por Calleri e Luciano.

Após ter sofrido um revés por 1 a 0 no jogo de ida, o time de Dorival Júnior foi a campo com uma postura ofensiva para buscar a reação.

O Tricolor passou a primeira etapa trabalhando a bola e buscando espaços para atacar. A persistência surtiu efeito e, aos 44 minutos, Calleri aproveitou uma cobrança de falta de Wellington Rato para cabecear para o fundo das redes.

A estratégia do São Paulo se manteve para a segunda etapa, com o time ficando boa parte do tempo no campo de ataque.

O gol que garantiu a classificação saiu aos 21 minutos, quando Nestor fez uma bela jogada individual e achou um passe rasteiro para Luciano, que apareceu livre para empurrar para o gol.

Na sequência da partida, os são-paulinos seguiram com a posse de bola e conseguiram administrar a vantagem até o apito final.

Agora, o Tricolor volta a trabalhar de olho no Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será no domingo (13), às 18h30, visitando o Flamengo no Maracanã.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 x 0 SAN LORENZO

Local: Morumbi
Data: 09/08/2023 (Quinta-feira)
Horário: 19h00 (de Brasília)

SPFC: Rafael; Rafinha, Arboleda, Beraldo e Caio (Welington, 4/2); Pablo Maia, Alisson (Gabriel, 31/2), Nestor (Diego Costa, 38/2) e Wellington Rato (Juan, 31/2); Luciano (Michel Araujo, 38/2) e Calleri. Téc: Dorival Júnior.
Gols: Calleri, 44/1; Luciano 21/2

SLO: Batalla; Rafael Pérez, Campi e Gastón Hernández; Giay, Jalil Elias, Carlos Sánchez (Maroni, 16/2), Leguizamón (Blandi, 26/2), Nahuel Barrios e Braida (Luján, 35/2); Bareiro. Técnico: Rubén Insúa.

Cartões amarelos: Michel Araujo, 28/1; Bareiro, 35/1; Luciano, 36/1; Pablo Maia, 48/1; Rafael Pérez, 13/2; Giay 20/2; Alisson, 28/2; Nestor, 33/2, Gastón Hernández, 41/2
Cartão vermelho: Rúben Insúa, 48/2

Árbitro: Esteban Ostojich (Uruguai)
Assistentes: Martin Soppi, Andres Nievas (Uruguai)
Quarto árbitro: Mathias de Armas (Uruguai)
Assessor: Juan Corozzo (Equador)
VAR: Andres Cunha (Uruguai)
AVAR: Antonio Garcia (Uruguai)

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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