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Palmeiras empata com Atlético e está nas quartas de final da Libertadores

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O Palmeiras empatou por 0 a 0 com o Atlético-MG, nesta quarta-feira (09), no Allianz Parque, e alcançou as quartas de final da Libertadores pela 12ª vez na história (recorde entre os brasileiros, ao lado Grêmio), sendo a sexta consecutiva (é o recordista isolado entre os brasileiros). No total, o Maior Campeão do Brasil já disputou 46 confrontos eliminatórios na história da Libertadores, levando a melhor em 31 e sendo eliminado (ou ficando com o vice-campeonato) 15 vezes.

O Alviverde também completou 14 jogos de invencibilidade como mandante pela Libertadores (dez vitórias e quatro empates) – o último tropeço foi dia 18 de maio de 2021, diante do Defensa y Justicia-ARG, por 4 a 3, no Allianz Parque.

Diante do Atlético-MG, o Palmeiras está invicto há dez jogos (é a maior série alviverde no confronto). Nos últimos 20 encontros entre os rivais, aliás, foram apenas duas derrotas palmeirenses (com cinco vitórias e 13 empates). No histórico de duelos eliminatórios, o Maior Campeão do Brasil saiu vencedor em seis dos sete confrontos com os atleticanos: levou a melhor em 1996 (oitavas de final da Copa do Brasil), 2000 (semifinal da Copa Mercosul), 2010 (quartas da Copa Sul-Americana), 2021 (semifinal da Libertadores), 2022 (quartas da Libertadores) e 2023 (oitavas da Libertadores) e só foi superado em 2014 (oitavas da Copa do Brasil).

MARCAS INDIVIDUAIS

> Weverton superou Emerson Leão e se isolou na 3ª posição do ranking de goleiros com mais partidas pelo Palmeiras no Estádio Palestra Italia/Allianz Parque (138 jogos, atrás apenas de Velloso, com 153, e Marcos, com 212).

> Gustavo Gómez passou a ocupar a 46ª colocação do ranking de atletas com mais partidas pelo Palmeiras na história (261 jogos, ao lado de Vágner Bacharel).

> Zé Rafael alcançou a 50ª colocação da lista de atletas com mais partidas pelo Palmeiras na história (253 jogos, ao lado de Willian Bigode).

> Rony completou 200 partidas pelo Palmeiras. Atualmente, oito jogadores do atual elenco já atingiram a marca: Dudu (441), Weverton (313), Gustavo Gómez (261), Marcos Rocha (260), Zé Rafael (253), Raphael Veiga (247), Mayke (236) e Luan (232).

O JOGO

Depois de vencer o jogo de ida por 1 a 0, no Mineirão, em Belo Horizonte-MG, o Palmeiras poderia até empatar para garantir uma vaga nas quartas de final da CONMEBOL Libertadores 2023. Com uma atuação muito segura, assim como aconteceu no primeiro encontro com o Galo, o Maior Campeão do Brasil criou diversas oportunidades de gols no Allianz Parque, mas não conseguiu abrir o marcador. Defensivamente, o time comandado por Abel Ferreira também se destacou e segurou o ataque atleticano. Fim de jogo e classificação palestrina.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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