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Corinthians elimina o Newell’s e avança às quartas da Sul-Americana
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O Corinthians conquistou um empate por 0 a 0 contra o Newell’s, na Argentina, garantindo sua classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana. A equipe alvinegra já havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, na Neo Química Arena, o que lhe dava a vantagem do empate no jogo de volta.
No próximo estágio da competição, o Corinthians enfrentará o vencedor do confronto entre Estudiantes e Goiás. O time argentino venceu o primeiro jogo por 3 a 0 em casa, e a partida decisiva será disputada no Serra Dourada.
Além da classificação, o Corinthians também receberá uma premiação de R$ 2,9 milhões. As quartas de final da Copa Sul-Americana serão realizadas nas semanas de 23 e 30 de agosto.
Durante a partida, o Newell’s adotou uma postura ofensiva desde o início, buscando reverter a desvantagem. Com o apoio de sua torcida, a equipe argentina ditou o ritmo do jogo, pressionando a saída de bola e explorando os lados do campo em busca de oportunidades na defesa adversária.
No entanto, o Corinthians manteve uma marcação sólida e pôde contar com o goleiro Cássio, que fez boas defesas quando exigido. Sem contar com o jogador Renato Augusto, poupado, o técnico Vanderlei Luxemburgo armou a equipe para jogar no contra-ataque, com destaque para o jovem Wesley.
Apesar de ficar isolado na frente e ter dificuldades para participar do jogo no primeiro tempo, Yuri Alberto teve uma chance de marcar no segundo tempo, mas mandou a bola para fora. O Newell’s perdeu intensidade na etapa final e não conseguiu reagir, sendo eliminado com apenas uma derrota, justamente para o Corinthians.
Entre os lances de destaque, destaca-se a jogada aos seis minutos de jogo, em que Ferreira chutou de fora da área e quase marcou. Além disso, Cássio fez defesas importantes em outras ocasiões, como um cabeceio dentro da pequena área. O lateral Fábio Santos também teve destaque ao evitar um gol com um bloqueio de perna.
No final, o Newell’s teve uma oportunidade de marcar em uma cobrança de escanteio, mas Ortiz perdeu a disputa para Fábio Santos e não conseguiu finalizar para o gol.
FICHA TÉCNICA
Newell’s 0 x 0 Corinthians (1×2 no agregado)
Competição: Volta das oitavas de final da Sul-Americana
Local: Estádio Coloso del Parque, em Rosário (ARG)
Data e hora: 8 de agosto de 2023, às 21h30
Árbitro: Andres Rojas
Assistentes: Dionisio Ruiz e David Fuentes
VAR: John Perdomo
Amarelos: Gómez, Glavinovich, Ferreira, Fagner e Sordo
Newell’s: Hoyos; Martino (Pérez Tica), Glavinovich (Sordo), Méndez e Ortiz; Velázquez, Sforza e Gómez (Portillo); Ferreira, Recalde (Reasco) e Balzi (Aguirre). O técnico é Gabriel Heinze.
Corinthians: Cássio; Bruno Méndez, Gil, Caetano e Matheus Bidu (Fábio Santos); Maycon, Fausto Vera e Ruan Oliveira (Giuliano); Adson (Fagner), Wesley (Romero) e Yuri Alberto (Felipe Augusto). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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