Esporte

Cuiabá goleia o Flamengo na 18ª rodada do Brasileirão

Publicado em

Esporte

Na noite deste domingo (6), o Flamengo foi goleado pelo Cuiabá por 3 a 0, na Arena Pantanal, em jogo válido pela 18ª rodada do Brasileirão. Agora, o Rubro-Negro foca no confronto de volta das oitavas da Libertadores, contra o Olimpia (PAR), na próxima quinta-feira.

O jogo

Os minutos iniciais da partida foram bastante estudados. As duas equipes buscavam a posse de bola e tentavam chegar ao ataque. O Cuiabá chegava com mais frequência à área rubro-negra e oferecia perigo ao gol de Matheus Cunha.

O Flamengo encontrava dificuldades para sair trocando passes e, consequentemente, criar oportunidades no ataque. No último lance da primeira etapa, Varela cruzou na área, Ayrton Lucas escorou, e Pedro finalizou de bicicleta. Gerson tentou alcançar, mas a bola saiu pela linha de fundo. Os times foram para o intervalo com placar em branco.

Com menos de um minuto da segunda etapa, o Cuiabá abriu o marcador na Arena Pantanal com Matheus Alexandre, que dominou dentro da área e chutou sem chances para o goleiro: 1 a 0. Poucos minutos depois, o Dourado marcou o segundo com Clayson: 2 a 0.

Aos 18’, Luiz Araújo fez bela jogada individual, cortou para o meio e bateu colocado no ângulo. Walter conseguiu espalmar e evitar o gol. Com as substituições feitas por Sampaoli, o time rubro-negro ganhou mais volume de jogo e passou a criar mais chances na frente.

Mais foi o Cuiabá que ampliou aos 34’ com Deyverson, que recebeu livre na pequena área para completar pro gol e dar números finais à partida: 3 a 0.

Ficha técnica

Cuiabá 3×0 Flamengo

18ª Rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Arena Pantanal
Data e hora: 06/08/2023 às 20h
Arbitragem: Anderson Daronco (RS), Bruno Boschilia (RS) e Mauricio Coelho Silva  Penna (RS)
Cartões amarelos: Raniele (CUI)
Gols: Matheus Alexandre (1’2ºT), Clayson (8’2ºT) e Deyverson (34’2ºT).

Flamengo: Matheus Cunha; Varela (Wesley), Pablo, David Luiz e Ayrton Lucas (Allan); Thiago Maia, Victor Hugo e Gerson; Everton Cebolinha (Bruno Henrique), Luiz Araújo e Pedro. Técnico: Jorge Sampaoli.

Cuiabá: Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Alan Empereur e Rikelme; Raniele, Fernando Sobral e Ceppelini (Lucas Mineiro); Jonathan Cafu (Derik Lacerda), Deyverson e Clayson (Wellington Silva). Técnico: Antônio Oliveira.

Fonte: Esportes

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA