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Atlético-MG derrota o São Paulo pela 18ª Rodada do Brasileirão

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O Galo conquistou um resultado importantíssimo para reagir no Campeonato Brasileiro. Com um golaço de falta de Hulk, logo aos três minutos de jogo, e outro de Pavon, cobrando pênalti sofrido por Patrick no segundo tempo, a equipe atleticana venceu o São Paulo por 2 a 0, neste domingo (6), no Morumbi. A partida foi válida pela 18ª rodada.

Com o resultado positivo fora de casa, o Atlético quebrou uma sequência de oito rodadas sem vitória na competição, e subiu para o 10º lugar na tabela de classificação, agora com 24 pontos.

Na próxima rodada, domingo (13), o adversário será o Bahia, às 11h, no Mineirão. Antes, o time alvinegro enfrentará o Palmeiras, quarta-feira (9), no Allianz Parque, em são Paulo, no jogo de volta das oitavas de final da Libertadores.

O JOGO

GOOOOL DO GALO! – Logo aos três minutos, Hulk sofreu falta na intermediária, ele mesmo cobrou e marcou um golaço, no ângulo, abrindo o placar no Morumbi: Galo 1 a 0.

Pela longa distância e potência do chute, o golaço de falta do super-herói atleticano lembrou o gol da vitória sobre o Cruzeiro, pela 9ª rodada do Brasileirão.

Os donos da casa levaram perigo aos 15 minutos, no chute cruzado de Rodrigo Nestor, para fora.

Aos 20 minutos, Paulinho tabelou com Hulk na entrada da área pela esquerda e finalizou, mas a bola desviou no zagueiro.

Em contra-ataque atleticano, aos 33 minutos, Pavon recebeu lançamento do goleiro Matheus Mendes, cortou para o meio e concluiu por cima do gol.

Aos 46, Hulk invadiu a área pela direita e driblou seu marcador, que conseguiu excelente recuperação e fez o desarme de carrinho para evitar o segundo gol atleticano.

A equipe voltou para o SEGUNDO TEMPO com Patrick no lugar de Hyoran e Maurício Lemos na vaga de Jemerson.

O São Paulo tentou pressionar na primeira metade da etapa final e teve sua melhor chance na finalização de Calleri, que parou na grande defesa de Matheus Mendes. No lance, a bola ainda pegou na trave depois da intervenção do arqueiro atleticano.

GOOOOL DO GALO! – Aos 21, em contra-ataque pela esquerda, Patrick foi derrubado por Lucas Moura na grande área, pênalti que Pavon cobrou com categoria, deslocando o goleiro, para ampliar a vantagem alvinegra no Morumbi: Galo 2 x 0.

Depois do gol, o técnico Felipão substituiu Paulinho e Pavon por Igor Gomes e Edenilson, respectivamente.

Em novo contra-ataque atleticano, aos 37, Igor Gomes saiu em velocidade e Patrick cruzou na medida para Hulk, que acabou perdendo grande oportunidade na pequena área.

O Galo teve outra chance aos 41, quando Arana avançou pela esquerda e rolou para o chute cruzado de Hulk, rente à trave. Nos minutos finais, o Camisa 7 foi substituído pelo equatoriano Alan Franco.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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