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Suécia elimina Estado Unidos e vai para as quartas de final da Copa do Mundo

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A campeã EUA voltará para casa sem uma medalha da Copa do Mundo Feminina da FIFA™ pela primeira vez em sua história, depois de perder nos pênaltis para a Suécia em uma inesquecível partida pelas oitavas de final em Melbourne.

Lina Hurtig marcou o pênalti da vitória, embora apenas por pouco, depois que Zecira Musovic havia sido a heroína dos suecos nos 120 minutos anteriores contra um lado dominante dos Estados Unidos.

Embora não tenha sido carregada de gols e inspiração ofensiva, esta partida tão esperada produziu uma partida fascinante e cheia de sangue desde os minutos iniciais até o último chute.

O primeiro tempo, sem dúvida, pertenceu aos EUA, com o indescritível e incisivo jogo de ala de Trinity Rodman sendo a arma ofensiva mais eficaz de ambos os lados. Duas vezes em oito minutos, a jovem mostrou ritmo e habilidade para se afastar de seu marcador, sempre disparando um chute de pé direito que picou as palmas das mãos de Musovic.

A goleira sueca foi excepcional o tempo todo, e sua equipe mais uma vez ficou em dívida com ela no início do segundo tempo, quando Lindsey Horan – que já havia acertado a barra com um cabeceamento – tentou novamente para o gol. A capitã dos Estados Unidos não poderia ter acertado seu primeiro chute de pé direito de maneira mais doce, mas, assim que a bola parecia prestes a se aninhar no canto inferior, Musovic estendeu a mão esquerda para desviá-la ao lado.

Os torcedores americanos devem estar se perguntando a esta altura se esta simplesmente não seria a noite deles, e esses temores teriam aumentado quando Musovic fez outra excelente defesa para evitar um cabeceamento tardio de Alex Morgan. Os corações dos titulares também estavam na boca quando, a cinco minutos dos 90 restantes, Stina Blackstenius cortou para dentro e forçou Alyssa Naeher a sua primeira defesa da partida – e, notavelmente, de todo o torneio.

A prorrogação trouxe mais magia de Musovic, com o goleiro sueco frustrando Morgan, Lynn Williams e Sophia Smith enquanto a tensão continuava a aumentar.

Isso deixou os pênaltis para decidir o resultado e, enquanto os EUA novamente pareciam estar no controle, faltas cruciais de Megan Rapinoe, Smith e, finalmente, Kelley O’Hara deixaram Hurtig com a chance de fazer história. A cobrança de pênalti do substituto parecia ter sido defendida por Naeher, mas, após alguns segundos agonizantes em que todo o estádio prendeu a respiração, a bola mostrou ter cruzado a linha.

A Suécia comemorou muito e agora pode esperar pelas quartas de final contra os japoneses em boa forma no Eden Park, em Auckland.

Estatística 

Esta foi a primeira derrota dos EUA na Copa do Mundo Feminina – excluindo pênaltis – desde que a própria Suécia venceu as americanas em 2011… 4414 dias atrás!

melhor jogadora da partida 

Zecira Musovic (Suécia)

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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