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Treino definiu o time do Athletico que enfrenta o Santos pelo Brasileirão

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Athletico Paranaense está pronto para enfrentar o Santos neste fim de semana de Campeonato Brasileiro. O treino apronto desta sexta-feira (4), no CAT Caju, definiu a equipe que duela contra o time paulista, na casa do adversário. Uma vitória mantém o Rubro-Negro próximo das primeiras posições da competição.

Santos x Athletico Paranaense começa às 16h deste sábado, na Vila Belmiro, em Santos (SP). A partida é válida pela 18ª rodada do Brasileirão 2023.

Como foi a preparação

Duas sessões de treinos foram dedicadas ao jogo deste fim de semana, contra o Santos. Uma movimentação ocorreu na manhã de quinta-feira (3). A última, na manhã desta sexta-feira (4).

As abordagens estratégicas para o jogo foram destaque. Contou com uma reunião técnica, realizada antes do trabalho prático. Logo depois, o elenco foi para o campo para os ensaios que contou com exercícios táticos.

Viagem para Santos

O treino prático no campo terminou por volta de 11h30 da manhã. Depois dele, foram definidos os atletas relacionados para a partida. O grupo almoçou e seguiu para o Aeroporto Afonso Pena.

A delegação do Athletico Paranaense parte em voo fretado até Guarulhos (SP). Depois, segue de ônibus até a cidade da partida.

Programação de treinos

Para os atletas não relacionados para a partida, a programação de treinos da equipe principal conta com mais uma sessão de treinos na manhã deste sábado (5), no CAT Caju.

A reapresentação geral do grupo aos treinos ocorre na manhã de domingo (6), no CAT Caju. Na segunda-feira (7), o time faz o último treino antes de enfrentar o Bolívar, às 21h de terça-feira (8), pelo jogo de volta das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores.

Como está o Brasileirão 2023

O Athletico Paranaense inicia a 18ª rodada do Brasileiro 2023 na sétima posição, com 27 pontos. Botafogo (43 pontos), Flamengo (31), Palmeiras (31), Grêmio (30), Fluminense (28) e Red Bull Bragantino (28) são os seis primeiros. O Santos é o 15º colocado, com 17 pontos.

Foto: José Tramontin | athletico.com.br

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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