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Flamengo vence Olimpia no Maracanã, jogo de ida das oitavas da Libertadores

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Começou o mata-mata da Libertadores! Na noite desta quinta-feira (3), o Flamengo venceu o Olimpia (PAR) por 1 a 0, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da competição continental. Bruno Henrique, após cruzamento na medida de Gabi, marcou o gol que decretou a vitória rubro-negra.

Com o resultado, o Mengão terá a vantagem do empate na partida de volta, no Paraguai, para avançar de fase.

O jogo

O início da partida foi marcado por muita disputa pela posse de bola. O Flamengo tentava sair para o ataque, mas era parado com faltas. O Olimpia, por sua vez, adotava uma postura de esperar o time rubro-negro atrás da linha do meio-campo para tentar sair no contra-ataque.

Em busca de espaços, o Rubro-Negro rodava a bola na intermediária adversária e encontrava dificuldades para fazer as jogadas de penetração. Aos 21’, Ayrton Lucas recebeu na entrada da área e soltou uma bomba. O goleiro desviou para escanteio.

Nos minutos finais, Gerson recebeu na entrada da área, limpou a marcação e soltou a bomba. A bola desviou na defesa e obrigou o goleiro a se esticar todo para evitar o gol. A única chance de perigo do Olimpia foi aos 45’, numa bola levantada na área rubro-negra, González soltou uma pancada no travessão de Matheus Cunha. A etapa inicial terminou sem gols.

O Mengão voltou com tudo para o segundo tempo e fez a festa da Nação logo aos dois minutos. Gabi recebeu na direita, limpou a jogada e cruzou na medida para Bruno Henrique subir e cabecear livre para abrir o marcador: 1 a 0.

Após o gol, a equipe rubro-negra seguiu no campo de ataque com domínio da posse de bola. O Olimpia quase não passava do meio-campo. Aos 20’, Everton Ribeiro cobrou falta na área e David Luiz cabeceou forte para grande defesa de Espinola.

Aos 30’, Arrascaeta encontrou Bruno Henrique na área, o atacante cortou um marcador e bateu à direita da trave. Bela jogada do time rubro-negro. Na reta final, o Mais Querido manteve o controle da bola no campo ofensivo e conseguiu administrar o resultado para sair de campo com uma importante vitória, que dá a vantagem do empate na partida de volta, no Paraguai.

Próximo compromisso

O Mais Querido volta a campo no próximo domingo (6), quando encara o Cuiabá, às 20h, na Arena Pantanal, pela 18ª rodada do Brasileirão.

Ficha técnica

Flamengo 1×0 Olimpia (PAR)

Oitavas de final da Conmebol Libertadores
Local: Maracanã-RJ
Data e hora: 03/08/2023 às 21h
Arbitragem: Dario Herrera (ARG), Juan Belatti (ARG) e Martin Soppi (URU)
Cartões amarelos: Allan (FLA), Bruno Henrique (FLA), Iván Torres (OLI), Fernández (OLI), Ortiz (OLI) e Salazar (OLI)
Gol: Bruno Henrique (FLA).

Flamengo: Matheus Cunha; Wesley, Fabrício Bruno, David Luiz e Ayrton Lucas; Allan (Thiago Maia), Gerson e Arrascaeta (Cebolinha); Everton Ribeiro (Victor Hugo), Bruno Henrique e Gabi.Técnico: Jorge Sampaoli.

Olimpia: Espínola; Alejandro Silva (Salazar), Romaña, Gamarra e Zabala; Ortiz, Marcos Gómez (Ramon Martínez), Cardozo (Diego Torres) e Iván Torres; Fernández (Quintana) e Walter González (Montenegro). Técnico: Francisco Arce.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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