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Palmeiras vence primeiro confronto contra o Atlético pelas oitavas da Libertadores

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O Palmeiras venceu o Atlético-MG por 1 a 0, nesta quarta-feira (02), no Mineirão, em Belo Horizonte-MG, pelo jogo de ida das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores 2023, e alcançou nove jogos de invencibilidade diante do rival mineiro (é a maior série alviverde no confronto), sendo cinco no Mineirão.

Nos últimos 19 jogos entre os rivais, aliás, foram apenas duas derrotas palmeirenses (com cinco vitórias e 12 empates). No histórico do Mineirão, o retrospecto é favorável ao Verdão: em 31 jogos, são 13 vitórias palestrinas, 12 do rival alvinegro e seis empates.

O Palmeiras está invicto há 12 jogos contra times mineiros, desde novembro de 2021. Em Minas, o Alviverde não perde há sete jogos, desde julho de 2022, e também leva vantagem na história: 59 vitórias, 35 empates e 53 derrotas, com 213 gols marcados e 181 gols sofridos.

Especificamente contra times mineiros em Minas, o Verdão segue com números positivos: 54 vitórias, 34 empates e 51 derrotas em 139 jogos, com 197 gols marcados e 175 gols sofridos.

Nos últimos 27 jogos fora de casa na Libertadores (25 como visitante e duas finais em campo neutro), o Palmeiras perdeu apenas dois (um em 2022 e um em 2023), somando 19 vitórias e seis empates. Neste período, o Verdão estabeleceu o recorde de invencibilidade como visitante na história da competição, com 20 jogos entre 2019 e 2022, e o recorde de invencibilidade fora de casa, com 22.

MARCAS INDIVIDUAIS

> Marcos Rocha se tornou o 3º jogador com mais triunfos em toda a história da Libertadores. Atualmente, o lateral soma 49 resultados positivos (26 pelo Palmeiras e 23 pelo Atlético-MG), ao lado de Clemente Rodríguez e atrás de Rogério Ceni, com 51, e Fábio (em atividade pelo Fluminense), com 52.

> Mayke passou a ocupar a 65ª colocação do ranking de atletas com mais partidas pelo Palmeiras na história(234, ao lado de Tupãzinho).

> Zé Rafael alcançou a 51ª colocação da lista de atletas com mais partidas pelo Palmeiras na história (252, ao lado de Gildo e Márcio Araújo). Também se isolou na 5ª posição do ranking de jogadores com mais vitórias pelo clube neste século (152).

O JOGO

Assim como aconteceu nas duas últimas temporadas, Palmeiras e Atlético-MG se encontraram novamente em um duelo eliminatório da Libertadores. O confronto no Mineirão começou bastante disputado, e o Verdão conseguiu abrir o marcador logo aos 29 minutos de jogo após um belo chute de fora da área de Raphael Veiga. Superior ao longo da partida, o Maior Campeão do Brasil criou outras oportunidades para ampliar o placar, mas não conseguiu. Fim de jogo e vitória palestrina na casa do Galo.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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