MATO GROSSO

Setasc discute pauta do novo subsídio da CIB

Secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação de Sinop, Scheila Pedroso, afirma que é importante a participação ativa dos municípios nas reuniões da CIB/SUAS.

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Economia

Fotos: Josi Dias

A secretária interina de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) Grasielle Bugalho, participou nesta sexta-feira (03.02) da reunião de pré-evento da Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Assistência Social (CIB/SUAS), que ocorre na próxima quarta-feira (08.02).

O objetivo foi discutir os parâmetros do novo cofinanciamento para o presente ano, juntamente com representantes do Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS-MT), Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas-MT) e gestores dos municípios.

Na oportunidade, a secretária interina da Setasc ressaltou que o governador Mauro Mendes e a primeira-dama, Virginia Mendes, estão trazendo um aumento no aporte do cofinanciamento aos municípios. “No ano de 2022 tivemos uma ordem de R$ 9.276 milhões e já para o ano de 2023, o valor é de mais de R$ 28 milhões, ou seja, três vezes mais. Isso mostra que o Governo do Mato Grosso está realmente focado no social e muitas outras ações dentro da gestão”, afirmou.

De acordo com Grasielle, debater o cofinanciamento e entender as necessidades dos municípios é importante para que haja maior integração. “Queremos dar continuidade ao trabalho bem feito que foi desenvolvido e melhorar alguns pontos. A gestão é assim. Estar o tempo inteiro monitorando, avaliando, e corrigindo rotas para que todas essas ações cheguem para quem precisa em todos os municípios”, pontou.

Para a presidente do CEAS, Maria da Penha, a reunião Pré-CIB foi produtiva, principalmente pela apresentação dos novos critérios para o cofinanciamento, não deixando que alguns municípios recebessem um valor inferior do que no ano anterior.

Foto: Josi Dias

Reunião pré-Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
“Se tem uma meta que está sendo atingida pela Setasc é o cofinanciamento, pois está sendo executado na sua totalidade. A secretaria está de parabéns por fazer algumas alterações e não deixando que um total de 28 municípios recebam um valor menor do que em 2022, já que os valores repassados são de suma importância para que os municípios realizem a política de assistência”, concluiu.

Neste sentido, Márcia Kiss, secretária de Assistência Social de Tangará da Serra, pontuou que todos os municípios precisam entender que não é somente receber os recursos, mas aplicá-los corretamente com base nos dados do Cadastro Único (CadÚnico).

“Eu sempre digo que devemos valorizar o CadÚnico porque ele é a porta de entrada para que as políticas sejam executadas. Quero parabenizar a gestão por trazer essa discussão logo no início do ano, porque faz com que todos nós, como secretarias, consigamos fazer um planejamento ao longo do ano e para que de fato os recursos sejam encaminhados para as suas finalidades, que é atender os nossos beneficiários”, finalizou.

Foto: Josi Dias

Reunião pré-Comissão Intergestores Bipartite (CIB)

A Secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação de Sinop, Scheila Pedroso, afirma que é importante a participação ativa dos municípios nas reuniões da CIB/SUAS. “É por meio da Comissão que conseguimos levar as demandas dos nossos municípios para o Estado, além de dividirmos experiências, nos capacitarmos e melhorarmos os serviços oferecidos pela Assistência Social à população. Ao longo desses dois anos em que estou à frente da pasta em Sinop, as reuniões tiveram papel fundamental para a tomada de decisões em relação a distribuição dos recursos e desenvolvimento de estratégias e ações”.

CIB/SUAS

A Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Assistência Social (CIB/SUAS) é uma instância com particularidade diferenciada dos conselhos e não substitui o papel do gestor. Cabe a essa um lugar importante para pactuar procedimentos de gestão a fim de qualificá-la para alcançar o objetivo de ofertar ou de referenciar serviços de qualidade ao usuário.

Tem a missão de negociar, buscar consenso entre Estado e Municípios e pactuar as decisões em prol do desenvolvimento da política de assistência social em âmbito estadual. Coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), a CIB/SUAS é uma instância de pactuação do Sistema Único da Assistência Social.

Os demais membros da comissão representam os municípios do estado, distribuídos conforme porte: pequeno porte I e II, médio porte, grande porte e capital e sua distribuição regional, indicação do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas-MT).

FONTE: SECOM MT

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Projeto mapeia caminhos para economia verde no Nordeste

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Um projeto começou a percorrer os nove estados do Nordeste para mapear oportunidades econômicas, setores produtivos, capacidades e competências capazes de contribuir para a transição da região para uma economia de baixo carbono​. A iniciativa, chamada Futuros Verdes no Nordeste, reúne o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR).

A proposta é ouvir especialistas e representantes do setor produtivo para transformar o conhecimento sobre sustentabilidade em orientações estratégicas que considerem a diversidade dos territórios nordestinos. O mapeamento também pretende identificar as necessidades de formação e capacitação de profissionais diante das novas exigências impostas pelas mudanças climáticas e pela transformação dos modelos produtivos.

Para Diogo Araújo, biólogo, analista do CESAR e um dos coordenadores do projeto, a transição para uma economia de baixo carbono não acontece de forma automática.

“As oportunidades não se distribuem automaticamente e também não vai ter uma transformação de forma tão natural e tão automática […]. Então é por isso que o Futuros Verdes no Nordeste nasce. Para compreender essa complexidade.”

A região reúne, ao mesmo tempo, alguns dos principais desafios provocados pelas mudanças climáticas e um conjunto de potencialidades para o desenvolvimento de alternativas produtivas mais sustentáveis.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a caatinga é um dos biomas mais ameaçados pela desertificação em todo o mundo. Em 2025, segundo o Mapbiomas, três dos cinco estados que mais desmataram estavam no Nordeste: Maranhão, Piauí e Bahia. Quatro das sete cidades brasileiras mais ameaçadas pela elevação do nível do mar também estão na região, segundo a Climate Central: Recife, São Luís, Fortaleza e Salvador.

Por outro lado, 92% de toda a energia eólica produzida no país vem do Nordeste. A região também abriga cinco das 10 maiores usinas solares e tem no turismo uma importante fonte de geração de recursos.

Para o gerente de Recursos Naturais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Cardoso, as oportunidades podem ser ainda mais amplas.

“Você tem potencialidade na bioeconomia, na biodiversidade da caatinga, na questão de biomassa e energia renovável, tanto com etanol quanto energia solar, as energias renováveis, solar e eólica, tudo isso você tem potencialidade”, lista Mario Cardoso, Gerente de Recursos Naturais da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas ele emenda uma questão: “Agora, como transformar essa potencialidade em desenvolvimento?

Para o especialista, a resposta é complexa e envolve, entre outros fatores, cadeia de produção, demanda do setor produtivo, potencial de mercado, viabilidade técnica e capacidade de implementação.

“Tem locais que têm vocação para a produção de energia eólica? Tem. Mas ele também depende da linha de transmissão. Potencial, por si só, não gera desenvolvimento. Tem toda uma estratégia por trás, uma condição, uma infraestrutura, uma regulação, tudo o que suporte esse potencial. Não tem resposta simples, não tem solução de prateleira.”

A capacidade de implementação passa também pela formação de profissionais habilitados às novas demandas. Nicolis Amaral, do Instituto Clima e Sociedade (iCS), acredita que é preciso fazer ajustes na formação dos profissionais que vão encarar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

“As profissões começam a se transformar por demanda” explica a ativista que se formou como engenheira química, mas que apresenta sua própria transição de carreira como um exemplo das mudanças que precisam ser feitas:

“A gente começa a olhar essa grade curricular mais engessada. Eu, por exemplo, sou engenheira química. A minha engenharia química foi focada no petróleo, não foi focada na economia verde. Então, ao longo do tempo, fui me especializando […] hoje eu me vejo como especialista em descarbonização por cursos adicionais, não pela minha graduação.”

Nicolis participa do projeto que percorre os nove estados do Nordeste para mapear oportunidades e pensar na capacitação de profissionais que possam responder às novas exigências.

“Tudo que é demandado é a transformação e o emprego verde vai exigir uma transformação contínua. Tem demanda, tem mercado, tem projeto, tem investimento, junto vem empregabilidade.” defende a engenheira de descarbonização.

Para Cardoso, transformar as potencialidades da região em desenvolvimento exige planejamento e rapidez. Ele lembra que empresas que não adotam processos mais sustentáveis podem perder espaço no mercado e cita as exigências ambientais que vêm sendo estabelecidas por países e blocos econômicos, como a União Europeia.

O desafio, segundo ele, é impedir que a degradação ambiental elimine oportunidades antes mesmo que elas possam se transformar em cadeias produtivas.

“Quando a gente trata da bioeconomia, muitas vezes o desmatamento vem antes e acaba com tudo. A gente tem que correr. Tem que começar a pensar de uma maneira mais pragmática, porque o mundo está andando muito depressa. Hoje, [se] a gente não consegue fazer, o outro lá fora faz e daqui a gente compra dele. Se a gente não transforma nossa bioeconomia, nosso açaí por exemplo, num produto realmente de peso no Brasil, daqui a pouco a gente vai estar comprando ele de outra pessoa, de outro país.



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