PEDALANDO POR CUIABÁ

Pedal Semob será retomado nesta terça-feira

Atividade esportiva conta com novo ponto de partida na Orla do Porto II

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Esporte

Foto: José Ferreira - SECOM CUIABÁ

O maior pedal de Mato Grosso, realizado pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, o ‘Pedal da Semob’, está de volta a partir desta terça-feira (24). Para 2023, os ciclistas terão um novo ponto de partida, a Orla do Porto II. Um dos coordenadores do evento Pedal da Semob, Raimundo Alves Ribeiro, explica que para este ano, a organização buscará atrair mais pessoas para praticar o esporte e aderir uma vida mais saudável e conhecendo os pontos turísticos da Capital.

“Neste ano de 2023,  visando a melhor qualidade e valorização dos pontos turísticos de Cuiabá, resolvemos mudar o local da saída dos ciclistas. Hoje, vamos até a ciclofaixa que fica  atrás do Parque Tia Nair. Iremos fazer uma hidratação na praça residencial Maria de Lourdes, e retornaremos  para Orla II.  Nosso objetivo é atrair pessoas que gostem de ciclismo para deixar o sedentarismo e com a Semob dando o suporte e toda a segurança no trânsito”, comentou ele.

Os ciclistas terão como ponto de hidratação a praça do residencial Maria de Lourdes, e lá terão água e frutas disponíveis aos participantes. “Neste ano, o maior evento de ciclismo da nossa cidade e do Estado completará cinco anos. Foi uma ação idealizada na gestão do Emanuel Pinheiro, que, ao saber do projeto, autorizou que a Semob desse todo o suporte com a estrutura da pasta. O objetivo é incentivar a prática esportiva”, comentou o secretário de Mobilidade Juares Samaniego.

O Pedal da Semob ocorre todas às terças-feiras, onde são percorridos entre 23 a 25 quilômetros, pelos principais pontos turísticos da Capital.  O ponto de partida neste ano será exclusivamente na Orla II, às 20h. O pedal não tem custo e as pessoas interessadas em participar, podem ir à Orla com sua bicicleta ou locar uma com as equipes de ciclismo parceiros, que ficam no local.

Para mais informações: siga a página no Instagram: @pedaldasemobcuiaba 

TRAJETO: 

IDA: orla do Porto, Av. Beira Rio, (Até o viaduto da Sérgio Motta), Av. Tancredo Neves, Av. Parque Barbado, Estrada do Moinho ( até o trevo da TV C. Verde), Av. Érico Preza (passando em frente ao parque Tia Nair), Av. Eng. Itamar M. Filho (nova ciclofaixa).
PONTO DE HIDRATAÇÃO: Praça do Residencial Maria de Lourdes

VOLTA: Pelo mesmo trajeto

Fonte: SECOM CUIABÁ

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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