CONFRONTO DE CLÁSSICOS
Cuiabá e Mixto se enfrentam no clássico de abertura do Mato-grossense 2023
Quem for aos jogos na Arena Pantanal este anos poderá conferir o novíssimo gramado do estádio, que foi completamente substituído
Esporte
Cuiabá e Mixto se enfrentam neste sábado (21.01), a partir das 15h30, pela abertura do Campeonato Mato-grossense. O confronto ocorre na Arena Pantanal, gerida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
Com valores promocionais, os ingressos custam a partir de R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). A torcida do Cuiabá – mandante do confronto – será alocada no setor Oeste Inferior, enquanto os torcedores mixtenses ficarão no Leste Inferior.
Os pontos de venda são as lojas Dourado Store (shoppings Pantanal e Estação), a Escolinha do Cuiabá (localizada na Av. Beira-Rio) e no site Ticket Hub. Os sócios-torcedores do Cuiabá têm direito à gratuidade e devem fazer check-in no site até a meia-noite do sábado.
Cuiabá e Mixto não se enfrentam desde 2020, quando o Dourado venceu por 3 x 2 e o Tigre terminou rebaixado para a Segunda Divisão, após a derrota para o Luverdense, em Lucas do Rio Verde.
Campeão da Segundona em 2022, o Mixto volta à elite do futebol mato-grossense e abre a temporada contra seu maior rival. Na história dos confrontos há uma ampla vantagem do Dourado, que venceu 15 vezes, empatou 9 e perdeu 7 vezes para o Mixto. O Cuiabá marcou 47 gols e sofreu 31 nos duelos.
Palco renovado

Foto: Secel-MT
Quem for aos jogos na Arena Pantanal este anos poderá conferir o novíssimo gramado do estádio, que foi completamente substituído. A ação é uma contrapartida pelo uso do estádio em jogos oficiais, e foi promovida pelo Cuiabá Esporte Clube, em parceria com a Secel. Esta é a primeira troca completa de gramado desde a Copa do Mundo de 2014, que teve a Arena Pantanal como uma das sedes dos jogos.
“Para manter a Arena Pantanal no ranking dos melhores estádios do Brasil, a substituição do gramado foi mesmo necessária, uma contrapartida justa do time do Cuiabá pelo uso do estádio nos jogos oficiais. Vamos começar uma nova temporada com um gramado novinho”, afirma Jefferson Neves, secretário de Secel.
Hoje, a Arena Pantanal figura entre os principais estádios do Brasil e foi palco de importantes competições nacionais e internacionais, como a Copa América 2021. Sediou ainda a Supercopa do Brasil e recebeu 38 jogos da Série A entre 2021 e 2022, além de ter sido um dos palcos da Copa do Mundo de 2014 e principal estádio do Campeonato Mato-Grossense.
FONTE SECOM MT
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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