TROFÉU BRASIL DE ATLETISMO

Mato Grosso é escolhido para sediar Troféu Brasil de Atletismo em 2023

O Troféu Brasil, principal evento de atletismo da América Latina, será realizado em junho

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Esporte

Mato Grosso vai sediar pela primeira vez o Troféu Brasil de Atletismo, principal evento de atletismo da América Latina, com o apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A 42ª edição do evento será realizada no Centro de Treinamento Oficial (COT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, e reunirá competidores de todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, no mês de junho.

“O Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo já deu o aval para que o evento ocorra em Mato Grosso. Pela primeira vez no Centro-Oeste, será um evento de grande magnitude para o estado, com possibilidades incríveis de apresentarmos nossas capacidades técnicas e operacionais, com cenário de competição de altíssimo nível”, afirma o presidente da Federação de Atletismo de Mato Grosso, Tomires Lopes,

A edição passada do Troféu Brasil de Atletismo foi realizada no Rio de Janeiro e reuniu 753 atletas de 123 agremiações. Este ano estima-se que o número de participantes possa passar de mil. Essa é mais uma chance dos atletas alcançarem índices suficientes para o Campeonato Mundial de Atletismo de Budapeste, em 2023, a World Athletics, que ocorre em julho.

“Também será uma excelente oportunidade para que o público entusiasta do atletismo possa acompanhar alguns dos maiores talentos da atualidade e, claro, os atletas mato-grossenses. Tenho certeza que também será um ótimo evento para os atletas, porque irá proporcionar um alto nível de competitividade”, destaca o secretário de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Jefferson Neves.

Mato Grosso está se tornando referência no esporte nacional. Nos últimos quatro anos, atletas mato-grossenses competiram e venceram importantes provas nacionais e internacionais. Cuiabá também foi sede de grandes eventos esportivos. Além do Cuiabá na Série A do Brasileirão, a Arena Pantanal sediou a Copa AméricaSupercopa do Brasil e a capital recebeu o Campeonato Brasileiro de Atletismo Sub-23, e ainda o campeonato nacional de Karatê-Do Tradicional, realizado no Ginásio Aecim Tocantins.

“Mato Grosso está em seu melhor momento no esporte. Com incentivo do estado por meio do Projeto Olimpus, importantes conquistas de atletas mato grossenses vieram nos últimos anos. Assim, Mato Grosso vem ganhando cada vez mais visibilidade no esporte”, completa Jefferson.

Para Wendell Jerônimo de Souza, atleta da prova de 10 mil metros rasos, modalidade olímpica, o Troféu Brasil será uma das grandes oportunidades para sua carreira como atleta. Wendell é hoje uma das grandes promessas do atletismo em Mato Grosso, foi o brasileiro mais bem colocado na Corrida de Reis do ano passado, vice-campeão da competição, ficando atrás apenas do queniano Geofry Kipchumba. Também foi o segundo melhor brasileiro da São Silvestre deste ano. A participação dele está confirmada na Corrida de Reis 2023, no próximo domingo (15.01), em Cuiabá.

“O Troféu Brasil de Atletismo realizado em Cuiabá vai trazer grande visibilidade para o esporte e, consequentemente, para os atletas de Mato Grosso. Será um grande momento para o atletismo praticado e desenvolvido aqui. Vamos competir em casa, com nosso público, o que parece ser uma vantagem, mas bom mesmo será vencermos as provas que serão bem disputadas”, almeja Wendell.

Créditos: divulgação SECOM-MT Wendell Jerônimo de Souza, atleta mato-grossense da prova de 10 mil metros rasos

Wendell Jerônimo foi o brasileiro mais bem posicionado na Corrida de Reis do ano passado e segundo melhor brasileiro da São Silvestre deste ano
Créditos: Divulgação

 

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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