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Integração das forças resulta na redução de homicídios no polo de Barra do Garças

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Mato Grosso

Da Redação

 

A reconstituição da morte de um dependente químico, pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), em Barra do Garças (500 km a Leste de Cuiabá), levou ao esclarecimento do primeiro assassinato de 2017 ocorrido na cidade. Neste ano, foram registrados apenas dois homicídios naquele município.

O delegado regional de Barra do Garças, Adilson Gonçalves Macedo, destacou que os dois crimes são os únicos homicídios dolosos registrados em toda a regional, que compreende as cidades (com delegacias instaladas) de Barra do Garças, Novo São Joaquim, Araguaiana, Torixoréu, General Carneiro, além dos municípios de Ribeirãozinho e Pontal do Araguaia, os quais não dispõem de unidade física da Polícia Civil.

“Temos mais homicídios culposos, que são os acidentes de trânsito. A integração é muito forte com a Polícia Militar, a Politec e os órgãos de Justiça. Algo que sempre cobro nas operações integradas é que seja dada prioridade para o homicídio. Foi o que ocorreu, a PM faz muito bem a preservação do local até a chegada da nossa equipe e da perícia. Todas as delegacias são mobilizadas para esclarecimento do crime”, diz.

No dia 18 de fevereiro, foi registrado boletim de ocorrência narrando que Claúdio Sergio Andrade Lima, de 42 anos, teria fugido de uma clínica de recuperação de dependentes químicos, na cidade de Barra do Garças. No dia 27 do mesmo mês, o corpo dele foi localizado pelo Corpo de Bombeiros, às margens do Rio Araguaia, em estado avançado de decomposição. Na ocasião, a perícia constatou que a causa da morte era estrangulamento por enforcamento.

Para esclarecer as circunstâncias da morte, os delegados responsáveis pela apuração de crimes de homicídio na cidade, Renato Resende e Adriano Marcos Alencar, da 1ª Delegacia de Polícia, requisitaram à perícia a reconstituição simulada dos fatos, diante de indícios de autoria apontada na investigação.

O trabalho realizado na segunda-feira resultou na confissão de Felipe Alves Lima, como autor do homicídio. Ele alegou que o fato tratou-se de “acidente”, ocorrido após luta corporal com a vítima, uma vez que não teria tido a intenção de matar.

Com o esclarecimento da autoria desse homicídio, a Regional de Barra do Garças destaca 100% de resolutividade dos crimes contra vida no município. Além deste caso de fevereiro, houve registro de outro no mês de abril.

“Foi dada resposta estatal adequada frente às práticas criminosas, ressalvando os índices de resolução de crimes nesta Regional em 2017, em 100% dos casos de crimes dolosos contra a vida com autoria identificada pela 1ª DP da Polícia Civil de Barra do Garças”, frisa o delegado Adriano Marcos.

O comandante do 5º Comando Regional de Barra do Garças, tenente coronel Izac Omar Prado de Souza, pontuou que os índices criminais da região são discutidos semanalmente nas reuniões da Região Integrada de Segurança Pública (RISP), quando são também mapeados os pontos de ação. “Nessas reuniões, discutimos os números e trabalhamos com o geoprocessamento. Esse trabalho integrado de análise conjunta tem nos ajudado muito. Fora isso, damos também ênfase aos problemas que observamos”.  

Conforme o delegado Adilson Gonçalves, a redução nos crimes de homicídios dolosos foi de 78%, em relação ao primeiro semestre de 2016, quando foram registradas nove mortes. Segundo ele, em 2015, foram 17 homicídios, em 2016, ocorreram 16 e para 2017, as forças de segurança esperam terminar o ano com menos de 15 homicídios.

“O roubo também temos conseguido diminuir. O furto aumentou em razão do tráfico e do uso de drogas e pelo fato de a pena ser pequena, mas estamos desenvolvendo um trabalho para combater esse delito”, finaliza o regional.

“Temos aumentado o policiamento na área central, local da maioria dos furtos. Mas no momento que vamos combatendo os traficantes, apreendendo armas, o crime vai migrando. No entanto, temos combatido muito”, completou o comandante da PM, tenente coronel Prado.

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Estudantes visitam sede do Judiciário Estadual e vivenciam a prática do Direito

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Mulher de blazer branco discursa para grupo de jovens reunidos em semicírculo em sala com vitrines e quadros históricos nas paredes.Assistir a uma sessão de julgamento, conhecer os bastidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e conversar diretamente com uma magistrada foram experiências que aproximaram os acadêmicos de Direito da Fasipe – campus Cuiabá da realidade das carreiras jurídicas nesta terça-feira (09). A visita foi realizada por meio do projeto Nosso Judiciário, iniciativa do TJMT que abre as portas da instituição a estudantes e promove uma imersão no funcionamento do Poder Judiciário.

Após acompanharem uma sessão de julgamento e conhecerem diferentes espaços do Palácio da Justiça, os alunos participaram de uma conversa com a juíza auxiliar da Presidência Christiane da Costa Marques Neves, no Espaço Memória.

Mulher de cabelos castanhos ondulados, óculos e blazer branco sorri para a câmera. Ao fundo, painel iluminado do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Durante o encontro, a magistrada compartilhou sua trajetória profissional, iniciada em 1999, quando assumiu sua primeira comarca em Canarana, e falou sobre os desafios e as oportunidades da carreira jurídica. “A magistratura é uma carreira valiosa. Nós podemos ser muito úteis e fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Se as pessoas saírem da nossa presença melhor do que chegaram, ou menos sofridas do que chegaram, nós já ganhamos muita coisa”, destacou.

A juíza também ressaltou a importância de os estudantes conhecerem de perto o funcionamento do Judiciário ainda durante a graduação. “Eu não tive essa oportunidade quando estava na faculdade. Ter contato com juízes, profissionais da área do Direito e conhecer a estrutura do Tribunal faz toda a diferença. Aproxima a comunidade acadêmica e ajuda os estudantes a compreenderem melhor as diversas carreiras jurídicas”, afirmou.

Teoria aplicada na prática

Mulher de cabelos longos loiros, blusa azul royal com renda branca, sorri para a câmera. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Para a professora de Processo Civil da Fasipe, Luana Fátima Zapello, a visita complementa o aprendizado desenvolvido em sala de aula. “Essa visita é muito importante porque os alunos acabam vivenciando na prática aquilo que a gente repassa na teoria. Especialmente em Processo Civil, eles puderam acompanhar temas relacionados a recursos, sustentação oral, julgamentos monocráticos e colegiados, conteúdos que trabalhamos durante o curso”, explicou.

Segundo a docente, a atividade também integra a avaliação acadêmica. “Os alunos elaboram um relatório sobre o que aprenderam durante a visita, transformando a experiência em uma atividade avaliativa”.

Inspiração para o futuro profissional

Jovem de cabelos longos escuros, vestido rosa, e mulher de óculos, blazer branco, seguram juntas um Glossário Jurídico. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.A acadêmica Vivian Raysa Silva, do quinto semestre, destacou a importância de observar na prática os conceitos estudados em sala de aula. “Na teoria a gente aprende muita coisa, mas ver uma sessão de julgamento e conhecer como tudo funciona na prática é diferente. Foi uma experiência muito enriquecedora. Eu não imaginava a dimensão do Judiciário quando entrei na faculdade e hoje vejo que a magistratura é uma carreira que gostaria de seguir”.

Homem de óculos redondos, camisa preta, e mulher de blazer branco seguram um Glossário Jurídico. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Já o aluno Umberto Saddi Almeida Paschoalin, do décimo semestre, afirmou que a visita reforçou sua motivação para ingressar na magistratura. “Foi um dia de muito aprendizado. Eu me inspiro no meu avô, o desembargador aposentado Manoel Ornellas de Almeida, e estar aqui hoje, inclusive vendo a história dele retratada no memorial, aumentou ainda mais minha vontade de seguir esse caminho profissional”.

O projeto Nosso Judiciário recebe instituições de ensino na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. Durante a visita guiada, os participantes acompanham sessões de julgamento, conhecem as dependências do prédio, visitam o Espaço Memória e recebem exemplares do Glossário Jurídico, editado e publicado pelo TJMT.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou para levar o projeto a instituições de ensino, basta entrar em contato pelos telefones (65) 3617-3032 ou 3617-3516.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Junior Silgueiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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